terça-feira, 20 de setembro de 2016

domingo, 11 de setembro de 2016

De Paraolimpíada a Paralimpíada: por que a mudança?

O atleta cadeirante Aaron "Wheelz" Fotheringham deu um mortal através do 0 que encerrava a contagem regressiva para o evento.


Os Jogos Paralímpicos estão na sua 15ª edição e já foram oficialmente chamados de "Paraolimpíadas". A mudança, determinada pelo Comitê Paralímpico Internacional (CPI) em 2011 e acatada pelas autoridades brasileiras, gera dúvidas e controvérsia.
Afinal, existe uma forma correta de se referir ao evento? Segundo linguistas ouvidos pela BBC Brasil, o termo correto deve manter o "o" como em 'paraolimpíada'. Segundo os organizadores, no entanto, a forma correta de se referir ao evento é 'paralimpíada', sem o "o".
Contactado pela BBC Brasil, o Comitê Paralímpico Internacional disse que, desde sua fundação em 1989, usa o termo "Paralímpiada", do inglês "Paralympics", e que nunca se referiu às competições de outra maneira em inglês. Alguns países, entretanto, entre eles o Brasil, optavam por "Paraolimpíada" por questões linguísticas.
Segundo linguistas consultados pela BBC Brasil, o vocábulo "paralimpíada" vai contra a evolução natural das palavras em português com a supressão do "o" na junção do "para + olimpíada".

Entenda

Até 2011, no Brasil, as competições eram chamadas oficialmente de "Paraolimpíada" ou "Jogos Paraolímpicos" e os participantes eram conhecidos como "atletas paraolímpicos".
Naquele ano, no entanto, após os Jogos Panamericanos de Guadalajara, no México, o CPI determinou que todos os comitês nacionais padronizassem o termo "Paralimpíada" e, por consequência, "Jogos Paralímpicos" e "atletas paralímpicos". O comitê brasileiro acatou a determinação e mudou a terminologia.
Para Paulo Ledur, mestre em linguística aplicada pela PUC-RS e professor aposentado de língua portuguesa da Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul, a decisão das autoridades esportivas brasileiras de suprimir o "o" a pedido do Comitê Paralímpico Internacional gerou "mal-estar".
"Acho que não deveria ter sido retirado porque isso não é característica da língua portuguesa. Assim como afetou a autonomia do português, certamente, deve ter afetado outras línguas latinas, como o espanhol", diz Ledur à BBC Brasil.
"Eu continuaria utilizando 'Paraolimpíada', sem dúvida nenhuma. Não há impedimento para quem quiser fazer isso, na forma falada ou escrita, muito pelo contrário".
Uma das principais publicações do país, a Folha de S. Paulo, por exemplo, optou por não usar "paralimpíada". Em um artigo publicado no jornal, o colunista e professor de língua portuguesa Pasquale Cipro Neto argumenta que "não faz o menor sentido" retirar o "o" da palavra.
Para ele, no processo de junção na nossa língua, o que ocorre é a supressão da vogal final do primeiro elemento e não da vogal inicial do segundo elemento - ou seja: "para+olimpíada" faria com que o "a" de "para" fosse suprimido, e não o "o" de "olimpíada". Teríamos como resultado deste processo, que reflete a forma como as pessoas pronunciam a palavra, o vocábulo 'parolímpico'. Pasquale cita comos exemplos equivalentes duas palavras: hidrelétrico e gastrintestinal.

Evolução do idioma e razões comerciais

Ledur diz que, além da regra usual de construção dos vocábulos com o prefixo "para", há outro motivo pelo qual a supressão do "o" no termo não faria sentido.
"A evolução de um idioma se dá sempre de 'baixo para cima'. Ou seja, quando a população começa a usar mais uma forma do que a outra, os dicionários e linguistas podem passar a adotá-la, e nunca o contrário, quando um termo é sugerido de 'cima para baixo', como é o caso com a 'Paralimpíada'", explica.
A padronização, como reconhece o próprio Comitê Paralímpico, tem também origens mercadológicas. "Um motivo mais pragmático para não usar o termo 'Paraolímpico' é que violaria os direitos do Comitê Olímpico Internacional ligados ao nome 'Olímpico' como marca registrada", explica o site oficial das Paralimpíadas.Origens


Nadador Clodoaldo Silva percorre rampas antes acender pira

Origens


As origens do termo, seja "Paraolímpiada" ou "Paralimpíada", não são claras. Em inglês, entretanto, parece haver menos controvérsia do que em português e a versão sem o "o" predomina em referências históricas. Segundo explica o CPI, a palavra provavelmente surgiu nos primórdios dos jogos, na década de 50, com a junção das palavras 'paraplégico' e 'Olimpíada'. Essa tese é reforçada pelas primeiras referências escritas ao termo, como um artigo de 1954 que fala em "Paraplegic Games" ou a "Paralympic Tokyo 1964".
Mas, com o passar do tempo, outros tipos de deficiência foram incorporados aos jogos e a interpretação original do termo - que se referia apenas a paraplégicos - foi deixada de lado. A interpretação atual do CPI é a de que o termo "Paralimpíada" indica que o megaevento acontece "em paralelo à Olimpíada" e que os dois movimentos do esporte internacional convivem lado a lado. O significado dos jogos mudou, mas a palavra em inglês permaneceu a mesma.
Em português, especialistas brasileiros sugerem o emprego do termo "Paraolimpíada" como o que melhor reflete não apenas o significado atual dos jogos como também o processo natural de formação de palavras no nosso idioma.

sábado, 27 de agosto de 2016

3 Lesões que te tiram da corrida e como cuidar!

Temos três lesões muito prevalentes na corrida e sabemos que elas podem ser prevenidas e tratadas com três coisas: incorporar na sua rotina treino de core, treino de força e melhora da técnica. Vamos a elas:
“CANELITE”:
 Dores na canela são provocadas por aumento de stress na tíbia quando corpo não consegue “absorver” impacto e reparar a micro lesões provocadas por qualquer treino. Muito comum nos aumentos de quilometragem semanal e em corredores com maior peso na balança.
Sintomas
  • Dor na canela no osso.
Algumas Causas
  • Biomecânica: dentre as alterações temos o Overstrinding quando pé toca o chão muito longe do quadril.
overstride
  • Outro aspecto é musculatura muito “dura”.
  • “Overpronação” termo utilizado para dizer que o pé vira demasiadamente para dentro.
overpronation
Prevenção
  • Subir quilometragem de forma gradual.Se necessário fazer menos kms/semana ou até suspender a corrida. Outra opção para manter o Sistema Cardiovascular e se manter treinado é pedalar ou remar, ambos tem ótima transferência de treinamento para corrida.
  • Aumentar a cadência da passada. Cerca de 170 a 180 é o ideal. Para isso usar metrônomo.
  • Utilizar liberação miofascial com Foam Roller, “soltando” musculatura da perna.
DORES NO JOELHO
As dores no joelho são provocadas por Sindrome Patelar, Condromalácia, Inflamação no Trato Iliotibial.
Algumas Causas
  • Pouca força no quadril.
  • Rigidez da musculatura.
  • Aumento abrupto na quilometragem semanal.
  • Excesso de descida.
  • Biomecânica:  Overstrinding, é de novo. Tilt de Pelve é quando quadril tem grande movimentação (veja aqui).
Prevenção
  • Fortalecer o quadril. Isso pode ser feito com pranchas, exercícios com Ponte (aqui), agachamento e levantamento terra.
  • Manter o quadricipes bem alongado.
  • Cuidar da subida de quilometragem.
FASCITE PLANTAR
A fáscia plantar é um ligamento que conecta o osso do calcanhar (calcâneo) aos dedos do pé.
fascia plantar
Sintomas
  • dores no calcanhar.
  • dor aumenta no caminhar.
  • dor intensa pela manhã.
Algumas Causas
  • Aumento abrupto na quilometragem semanal.
  • Pé plano.
  • Pouca flexibilidade tornozelo.
Prevenção
  • Fortalecimento dos músculos da panturrilha.
  • Aumento gradual da quilometragem semanal.
  • Fortalecimento dos músculos do pé.
Como podem ver um fator comum para todas as lesões é o aumento da quilometragem semanal, fato que ocorre quando estamos nos preparando para meia e maratonas. Por isso algumas pessoas podem levar mais tempo para fazer estas distâncias. Para que acostumem o corpo, como professores gostam de dizer, se adaptem a fazer mais quilometro por semana. Junte a este é fato alterações biomecânicas e falta de força no core, quadril e membro inferiores, temos um tempero perfeito para um corredor lesionado.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Corrida de São Silvestre de 1936


Épico! 

Atletas posam nos degraus da escada da Catedral da Sé, em São Paulo, para a foto oficial da 12ª Corrida de São Silvestre de 1936.
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