quarta-feira, 29 de junho de 2011

NÓS DO BLOG RUNNING FOR WORLD SOMOS DA PAZ

Blog de poetaseartistasdomundo :Poetas e Artistas do Mundo - Grupos Artforum Brasil Unifuturo, Antologia 'Poeme-se no Mundo pela Paz e Defesa do Planeta' 2009-2010

Manifesto Verde pela Paz da Humanidade, da natureza, da Amazônia e do Planeta e do Planeta

O atletismo é uma das modalidades de ponta do esporte praticado pelas pessoas portadoras de deficiência.

É um dos que reúne mais participantes em suas diferentes provas.

                                                    

As provas são agrupadas nos blocos tradicionais de corridas, saltos, lançamentos, pentatlon e maratona.

No programa das competições estão excluídas as provas de corrida com obstáculo, salto com vara, marcha atlética e lançamento de martelo, sendo acrescentada uma prova de club (massa de GRD), praticado pelos portadores de paralisia cerebral (PC).

Essas modalidades são praticadas por atletas cegos, amputados, paraplégicos, tetraplégicos, e paralisados cerebrais, mas, nem todos competem em todas as modalidades.


Nas provas de pista, os deficientes visuais totais B1, e os deficientes visuais B2, podem correr com guia ou com treinador que, claramente identificado, dirigi-se ao atleta com voz ou através de palmas. Neste caso solicita-se silencio aos expectadores afim de não prejudicar a orientação do atleta. Para os atletas com deficiência visual leve B3, os mesmos competem sobre as regras da IAF - International Athletic Federation, sem nenhuma alteração.

Nos revezamentos das provas em cadeira de rodas; o revezamento e feito quando o atleta, toca o atleta de sua equipe dentro da zona de passagem, utiliza-se nas provas de cadeiras de rodas (revezamentos) duas raias para cada equipe. Nas chegadas das provas em cadeiras de rodas, deve-se observar a passagem do primeiro ponto da roda dianteira da cadeira que tocará a linha de chegada e não, o pé ou parte de corpo do competidor.

As provas de lançamentos, estão sujeitas as regras da IAF, observando-se as modificações concedidas pelas entidades do desporto para deficientes.

                                                  


terça-feira, 28 de junho de 2011

Evite lesões na musculação

Na hora dos treinos de musculação, é interessante estar atento para importantes precauções para evitar práticas que podem representar risco de lesões ao corpo.


Antes de iniciar um programa de treinamento, é essencial fazer uma avaliação física para identificar desequilíbrios posturais, condições e hábitos que podem influenciar na rotina e segurança dos treinos.

Também é de grande importância verificar onde malhar (academia que ofereça aparelhos de musculação, halteres, barras, esteiras, bikes, equipamentos em geral em boas condições, com manutenção regular dos mesmos) e como malhar (disponibilidade de profissionais graduados em educação Física e registrados pelo CREF, para prescrição, boa orientação e ajuda em alguns movimentos mais extensos e complexos).

No início da sessão, para evitar lesões e preparar o organismo para o esforço a ser realizado, é recomendado fazer um bom aquecimento global (em esteiras ou bikes para preparar fisiologicamente os músculos que serão exercitados); realizar alongamentos para além de uma ativação fisiológica, adquirir boa flexibilidade; e o aquecimento no qual o músculo vai ser exigido.

Comumente o aquecimento local é realizado com várias repetições e alta velocidade. Uma sugestão para melhor aproveitamento desse aquecimento local em relação ao exercício é realizá-lo com aproximadamente 50% da carga a ser utilizada na primeira série, com a mesma velocidade a ser executada no exercício, com aproximadamente um minuto de intervalo entre a série de aquecimento e a série inicial.

A maioria das lesões na sala de musculação está relacionada a técnicas precárias, sobrecargas incompatíveis com as condições do praticante, movimentos repetitivos que extrapolam limites das articulações, comprimindo ligamentos, tendões, entre outras estruturas.

Algumas lesões mais comuns são: distensões, torções ligamentares, degeneração da cartilagem, neuropatias e lesões por excesso de uso, como fraturas por estresse ou tendinites.

É importante salientar que os próprios exercícios de musculação são cada vez mais utilizados como prevenção e reabilitação de lesões em esportes e em outras situações. Isso por darem estabilidade a articulações, favorecem a saúde óssea, entre outras aplicações, tendo, assim sua utilização cada dia mais incentivado na literatura científica. Desta forma, não se esqueça de que é importante realizá-los com prudência para aproveitar ao máximo seus benefícios com segurança.

A superação emocional e o rendimento desportivo:

Introdução

"Um corredor de maratona, depois de alcançar um novo recorde, foi questionado sobre a forma como se sentiu durante a corrida. A resposta foi expressa nos seguintes termos: "Não posso recordar exactamente o que se passou, eu corri como uma máquina, como se estivesse em transe"1.


O facto de alguns factores emocionais e motivacionais fazerem com que um atleta se "ultrapasse" a si próprio e atinja níveis máximos de rendimento em competições de máxima importância, ao passo que outro atleta, na mesma situação competitiva, falha ou evidencia uma "quebra" de rendimento aparentemente inexplicável, é evidente para qualquer pessoa que assista ou participe em competições desportivas.
A temática relacionada com as emoções em contexto desportivo tem sido objecto de estudo, ao longo dos anos, por parte dos investigadores da psicologia do desporto.

No entanto, como destaca Hanin2, surpreendentemente, só o tema relacionado com a relação entre ansiedade e desempenho e, ainda assim, quase exclusivamente nos atletas (ignorando outros agentes desportivos, igualmente importantes, como treinadores ou árbitros) tem merecido, por parte dos especialistas, tratamento detalhado.

Por via disso, consideramos que há que ter em conta, também, o que salientaram Mahoney e Meyers3: tão ou mais importante que o nível de stress e ansiedade percepcionados ou sentidos pelos atletas, talvez sejam a avaliação cognitiva das situações e a capacidade dos atletas para lidarem eficazmente com os seus pensamentos e emoções, que determinam até que ponto os níveis de stress e ansiedade terão um efeito prejudicial e negativo no rendimento.

Neste sentido, Cruz e Barbosa4 destacam que a análise do conhecimento neste domínio evidencia um aspecto central que parece merecer o acordo unânime dos teóricos e investigadores da Psicologia do Desporto: a relação ansiedade-rendimento constitui um assunto altamente complexo e individualizado e a sua total compreensão exige a consideração simultânea de vários factores e processos psicológicos interdependentes.

Em reforço desta ideia, Cruz5 refere que o estudo das variáveis psicológicas que melhor diferenciam os atletas parece confirmar a natureza quase inseparável e interdependente da cognição, motivação e emoção.

Segundo Hackfort6, as emoções devem ser entendidas como um sistema complexo de inter-relações entre o aparelho mental (processos cognitivos), o sistema fisiológico (nível de activação) e o sistema social (relações sociais).

Uma vasta gama de investigadores 5 tem comprovado, nomeadamente, a inter-dependência entre stress, ansiedade, auto-confiança, atenção/concentração e motivação, no que se refere ao seu impacto e efeitos no rendimento e comportamento humano.

Deste modo, como salientam Cruz7 e Cruz e Barbosa4, o que parece tornar-se necessário é a criação de um modelo conceptual integrador e compreensivo que oriente a progressão científica e a intervenção prática. Por outras palavras, o que se torna verdadeiramente emergente é encontrar explicações e respostas para questões, problemas ou situações reais que ocorrem em contextos desportivos. Por exemplo: "porque é que alguns atletas são excelentes nos treinos e falham sob pressão da competição?; porque é que alguns atletas, dotados das melhores capacidades físicas e tácticas, abandonam, muitas vezes de forma inesperada, a competição desportiva?; porque é que algumas marcas ou "records" permanecem inatingíveis durante vários anos e, subitamente, depois de batidos por um atleta, são sucessivamente e, num curto espaço de tempo, alcançados e melhorados, por esse mesmo e por outros atletas?"7.

É para este tipo de questões práticas que os teóricos e investigadores neste domínio devem encontrar respostas. No essencial, corroboramos a opinião de Cruz e Barbosa4 quando defendem que são as respostas a estas questões e situações (e a muitas outras similares) que interessam, de facto, aos agentes desportivos (e.g., treinadores, atletas, dirigentes). E é, também, para a compreensão destas questões que a teoria, a investigação e a prática psicológica deve encontrar respostas, explicações e/ou soluções.

Sendo assim, embora o stress e a ansiedade continuem a ser constructos importantes, recentemente os investigadores começaram a constatar que estes conceitos são apenas uma parte de um tema mais amplo: as emoções.

O que é uma emoção?

A título ilustrativo, suponhamo-nos atletas numa final de um Campeonato do Mundo de Futebol ou numa Final Olímpica. Imaginamo-nos, certamente, antes e durante a competição a experienciar reacções de ansiedade (muitas vezes apelidadas de "nervosismo"), de raiva ou irritação, de culpa e tristeza. E depois da competição, eventualmente, também, orgulho, "alívio" e felicidade (em caso de vitória) ou tristeza e desânimo em situações de derrota.

A vida emocional em contextos desportivos, como noutros contextos, é muito complexa, não só pelos múltiplos objectivos que operam num determinado momento, mas, também, pelas mudanças que ocorrem de um momento para o outro.
Assim, para entender as funções fundamentais das emoções no desporto é necessário analisar as acções desportivas dentro de um contexto situacional, que se consubstancia na interacção entre pessoa, tarefa e meio ambiente.

A explicação para o comportamento das pessoas que se movimentam em contexto desportivo pode ser justificada por dois factores que, embora diferentes, estão interrelacionados: as "circunstancias mágicas" da competição desportiva e as emoções que desencadeia.

Fehr e Russell8 referem que "toda a gente sabe o que é uma emoção até ser pedido para dar uma definição. Então, parece que ninguém sabe".
De facto, como salienta LeDoux9 a criação das nossas emoções distingue-se como uma das proezas mais complexas e surpreendentes do ser humano. Oautor refere, ainda, que quando olhamos introspectivamente para as nossas emoções, achamo-las, simultaneamente, óbvias e misteriosas.

As emoções são os estados do nosso cérebro que melhor conhecemos e que recordamos com maior nitidez. No entanto, por vezes, não sabemos de onde provêm. Elas podem alterar-se lentamente ou com brusquidão e as suas causas podem ser evidentes ou obscuras.

Na sua reflexão sobre a noção de emoção, LeDoux9 acrescenta, ainda, que embora as nossas emoções façam parte integrante de nós próprios, também parecem ter a sua própria ordem do dia, que é cumprida, frequentemente, sem a intervenção voluntária do próprio sujeito.

O autor sintetiza o seu pensamento a este respeito referindo que é difícil imaginar a vida sem emoções. Vivemos para elas, estruturando circunstâncias que nos proporcionam momentos de prazer e de alegria e evitando situações que conduzam à desilusão, à tristeza ou ao sofrimento. A este respeito, o rockeiro Lester Bangs afirmou um dia: "As únicas questões que valem a pena levantar hoje em dia vão no sentido de saber se, amanhã, os seres humanos terão quaisquer emoções, e que qualidade de vida terão, se a resposta for negativa".

Na linha do que foi dito anteriormente, LeDoux9 conclui a sua reflexão referindo-se às vantagens que constituiria para o ser humano uma compreensão científica das emoções: "Proporcionar-nos-ia uma reflexão sobre o modo como operam a maior parte dos aspectos mais pessoais e ocultos da mente e, simultaneamente, ajudar-nos-ia a compreender o que pode estar errado, quando esta parte da vida mental vacila".

A superação emocional e o estado de flow

Iniciamos este ponto contando a proeza de Dan Jansen. Este atleta, depois de ter falhado várias tentativas para obter a medalha de ouro olímpica na modalidade de patinagem de velocidade (que prometera à irmã que, entretanto, falecera) conseguiu, finalmente, os seus intentos precisamente na última possibilidade que tinha para o fazer e, pasme-se, na corrida em que não era favorito (os 1000 nas Olimpíadas de Inverno de 1994, na Noruega).

É, também, conhecido o exemplo do nadador Matt Biondi da equipa Olímpica dos EUA em 1988. Alguns comentadores desportivos sugeriam que ele seria capaz de igualar a proeza de Mark Spitz em 1972, conquistando sete medalhas de ouro. Mas Biondi terminou a primeira prova em que participou num "modesto 3º lugar". Na prova seguinte não foi além do 2º lugar, perdendo o primeiro lugar do pódio precisamente no último metro e por escassos centímetros. Temia-se o pior e, desta vez, a própria comunicação social previa que as duas derrotas o desanimariam para as provas que faltavam. Puro engano, Biondi recompôs-se das derrotas e ganhou medalhas de ouro nas cinco provas seguintes.

Goleman10 explica o que se passou com Matt Biondi, do ponto de vista da inteligência emocional, como a atitude optimista que protege as pessoas contra o deixarem-se cair na apatia, na desesperança ou na depressão face às dificuldades.
De acordo com o autor, a inteligência emocional envolve a capacidade da pessoa se motivar a si mesma e persistir a despeito das frustrações; de controlar os impulsos e adiar a recompensa; de regular o seu próprio estado de espírito e impedir que o desânimo subjugue a faculdade de pensar; de sentir empatia e de ter esperança.

A que se deve esta "transformação das fraquezas em forças"?
Não esquecemos, igualmente, o que nos contou um dia um dos melhores atletas portugueses de sempre: "Amigos, nesta profissão há alturas na vida em que tens que te superar a ti próprio (...) e acabas por conseguir fazer coisas que pensas não estar ao teu alcançe naquele momento".
Esta competência é denominada por Goleman10 como "aptidão-mestra" e, por outros autores, como "piloto automático emocional"9 ou, ainda, por "dissociação do corpo ou efeito do piloto automático"11.

Gonçalves11, numa reflexão sobre os limites e a transcendência do corpo, a que denominou "Desporto Psicológico", começa por questionar em que medida o desporto constitui um terreno fértil para levar o indivíduo a testar e transcender os seus próprios limites. No fundo, para este autor, trata-se de conhecer e perceber a transcendência dos limites que, aparentemente, nos são colocados pelas fronteiras físicas do nosso corpo.

Um pouco por todo o lado surgem provas que constituem desafios à transcendência dos limites. Desde travessias do Deserto do Saara (a famosa Maratona das Areias), até aquele que será, talvez, o maior desafio de "endurance" – a "Transamerica Race" – 64 dias de costa a costa dos EUA, sem interrupções, em etapas diárias, que variam entre os 45 e os 100 km.
Andy Lovy11, um psiquiatra e ultra-maratonista que acompanhava esta última prova, comentava a respeito do desafio que se impunha a estes homens na conquista de novos limites: "70% deste tipo de prova é corrida com a cabeça. Estes tipos não colocam barreiras mentais como a maioria das pessoas. Eles desfazem estas barreiras em pedaços".

De acordo com Gonçalves11 são quatro os fenómenos dissociativos que constituem elementos essenciais na experiência de transcendência dos limites: as dissociações do espaço, do tempo, da dor e do corpo.

Vamos centrar-nos, apenas, neste último por ser o que mais interesse nos suscita no âmbito desta reflexão (para uma revisão detalhada desta linha de investigação consultar Gonçalves11.

A dissociação do corpo é considerada por este autor como um dos efeitos mais enigmáticos, um fenómeno de estranha flutuação a que os atletas frequentemente se referem como o "ligar do piloto automático".

Mahoney12 caracteriza do seguinte modo este fenómeno: "1) É experienciado como um estado alterado de consciência no qual é atingida uma invulgar ligação entre corpo e mente; 2) há frequentemente uma sensação de intemporalidade; 3) mesmo em exercício intenso, há uma sensação de ausência de esforço como se tratasse de estar a funcionar em piloto automático; 4) tomar consciência ou tentar controlar este fenómeno, conduz frequentemente ao seu desaparecimento, e 5) o estado de flow é algo que se pode permitir que aconteça, mas mesmo os atletas mais bem sucedidos relatam a sua incapacidade para o produzir voluntariamente".

Tom Hall11, corredor de fundo, descreveu para o Runner’s World esta experiência do seguinte modo:
"De repente dei comigo a correr num plano mais alto e transcendental. Com um desprendimento eufórico ultrapassei sem esforço outros corredores que pareciam estranhamente suspensos em câmara lenta. Não sentia qualquer dor, sede ou fadiga à medida que percorria milha após milha. Energizado pela aproximação das tempestuosas nuvens negras, cativado pelo nascer do sol –um raio de luz vermelha no horizonte– corri e corri, auto-sustentado misticamente, inspirado por outras velocidades surreais. Corri esses 32 km mais facilmente, mais rapidamente e mais alegremente do que alguma vez tinha corrido" (Runner’s World, Março 1993, p. 66).
Estas descrições são, surpreendentemente, similares à de outros homens e mulheres, desde compositores, atletas olímpicos, cirurgiões, ou simples "atletas de fim de semana", quando falam de uma altura em que se excederam a si próprios numa actividade favorita. Oestado que descrevem, de desempenho óptimo, recebe, também, o nome de "flow"12.

Como refere Goleman10, os atletas conhecem este estado de graça como a "zona", onde a excelência se consegue sem esforço, em que o público e os adversários desaparecem numa maravilhosa e continuada absorção no momento. Diane Roffe-Steinrotter, que venceu uma medalha olímpica de esqui nas Olimpíadas de Inverno de 1994, disse, depois de terminar a sua prova, que tudo aquilo de que se lembrava era de estar imersa em relaxação: "Sentia-me como uma catarata.
De acordo com Goleman10, ser capaz de entrar em "flow" é inteligência emocional no seu melhor; o "flow" representa, possivelmente, o máximo em matéria de dominar as emoções ao serviço do desempenho e da aprendizagem. No "flow", as emoções não são apenas contidas e controladas; são positivadas, energizadas e alinhadas com a tarefa entre mãos.

O"flow" constitui, assim, uma experiência comum que quase toda a gente, numa ou noutra ocasião, já teve oportunidade de vivenciar, particularmente quando consegue um desempenho óptimo ou ultrapassa os seus anteriores limites. Parafraseando Goleman10 "talvez a melhor maneira de o descrever seja o êxtase de um acto de amor perfeito, o fundir de dois seres numa única e harmoniosa entidade".
Esta descrição apaixonada mas, ao mesmo tempo, precisa, da noção de "flow" pode ser traduzida por um estado em que as pessoas ficam absolutamente absorvidas no que estão a fazer, dando à tarefa uma atenção indivisa, em que a consciência se funde completamente com as acções.

Também LeDoux9 se pronunciou a propósito da aliança entre as funções emocionais e cognitivas. Refere o autor que, embora muitos animais consigam sobreviver, principalmente devido ao piloto automático emocional, por mais úteis que sejam as reacções automáticas, são apenas uma solução de emergência, já que no final voltamos a assumir totalmente o controlo da situação.
Na realidade, não compreendemos totalmente o modo como o cérebro humano avalia uma situação, recorre a um conjunto de potenciais cursos de acções, prevê resultados possíveis de diferentes acções, atribui prioridades a possíveis acções e escolhe uma determinada acção, mas estas prioridades estão, inquestionavelmente, entre as mais sofisticadas funções cognitivas. São elas que permitem a transformação crucial da reacção em acção.
Na linha do seu pensamento, LeDoux9 refere que os planos emocionais constituem um complemento maravilhoso do automatismo emocional, já que nos permite ser actores emocionais e não só reactores. Mas, esta capacidade tem um preço: uma vez que começamos a pensar, não só tentamos antecipar o melhor que há a fazer perante os diversos movimentos possíveis que um predador (e.g., neste caso, um predador social, que pode muito bem ser um nosso adversário desportivo) pode realizar seguidamente, mas também pensamos no que poderá acontecer se aquilo que imaginamos não se concretizar.

Mais uma vez, esta visão de LeDoux9 parece, a este respeito, entroncar perfeitamente na de Goleman10 quando, este último autor, defende que pensar demasiado no que está a acontecer interrompe o "flow", isto é, o simples pensamento "Isto está a correr-me maravilhosamente" pode quebrar a sensação. Goleman10 vai, ainda mais longe, ao salientar que a atenção torna-se tão focalizada que a pessoa só tem consciência da estreita forma de percepção relacionada com a tarefa imediata, perdendo a noção do espaço e do tempo (a este respeito, como já vimos neste trabalho, também se pronunciou Gonçalves a propósito dos quatro fenómenos dissociativos na experiência de transcendência dos limites: dois deles são, precisamente, a dissociação do espaço e do tempo).

Em suma, pensamos que a experiência de "flow", em contexto desportivo, permite a entrada inconsciente, estado em que as pessoas "perdem toda a consciência de si mesmos" na total exploração dos seus limites10.
Em última instância, como destaca Gonçalves11, "(...) os jogadores infinitos jogam com os próprios limites (...) para que c
conste das nossas memórias do passado e, sobretudo, do futuro".

Considerações finais

Os fatores emocionais pareçam funcionar, umas vezes como alavancas facilitadoras do rendimento (pelo menos nalguns atletas) e, outras, como mecanismos inibitórios e debilitadores da prestação desportiva. No entanto, existem poucos resultados suportados pela investigação científica em relação à importância e função das emoções no desporto.
Na realidade, o nosso conhecimento sobre os processos emocionais e a sua relação com o rendimento desportivo está, ainda, na sua infância e muita investigação deverá ser desenvolvida nesta área. Todavia, existe já suficiente evidência científica para suportar a intervenção em treino desportivo sobre aspectos-chave da gestão das emoções.

Os estudos sobre o estado de flow, a inteligência emocional e as determinantes emocionais do rendimento desportivo colocam, já, ao serviço dos treinadores, métodos de intervenção de grande valor prático. Assim os treinadores percebam que uma das dimensões decisivas da sua intervenção profissional se refere à complexa mas crucial gestão das emoções, tanto no processo de treino desportivo como na competição.
Neste contexto, a psicologia do desporto pode ocupar o seu espaço na optimização do rendimento desportivo dos atletas.

RESUMO

Objectivo da  presente revisão consiste em abordar a problemática da influência dos processos emocionais no rendimento desportivo de atletas de competição. Parte-se de um enquadramento geral da definição do conceito de emoção e procura-se explorar a questão em torno da superação emocional e do estado de flow na competição desportiva. Os factores emocionais parecem funcionar, nalguns atletas, como alavancas facilitadoras do seu rendimento e, noutros, como mecanismos inibitórios e debilitadores da sua prestação desportiva. No entanto, existem poucos resultados suportados pela investigação científica em relação à importância e função das emoções no desporto. Na realidade, o conhecimento sobre os processos emocionais e a sua relação com o rendimento desportivo é, ainda, rudimentar e muita investigação deverá ser desenvolvida nesta área. Todavia, existe já suficiente evidência científica para suportar a intervenção em treino desportivo sobre aspectos-chave da gestão das emoções. Conclui-se que, neste contexto, a psicologia do desporto pode ocupar o seu espaço na optimização da prestação individual do atleta, tanto em situação de treino como de competição. A tarefa do psicólogo do desporto consiste em ajudar a potenciar esse processo.

EM ALGUM LUGAR MUNDO CORRENDO

O segredo da corrida : PERNAS FORTES ...

O fortalecimento dos membros inferiores é muito importante para a boa performance do corredor, ajuda no aumento da estabilidade articular e gera uma redução na probabilidade de aparecerem lesões.
O desenvolvimento muscular das pernas ajuda o corredor a suportar muito mais o tempo da corrida. Mesmo para quem não é atleta profissional, mas corre o ano todo é necessário um mínimo de força para treinar.


CADEIRA EXTENSORA
Músculos trabalhados: quadríceps
Posição inicial: sentado com os joelhos flexionados aproximadamente 90º (determinado pelo aparelho) e tronco totalmente apoiado no enconsto. Mãos fixas no apoio.
Movimento: partindo da posição inicial, o movimento começará com o executante fazendo a extensão máximo (180º) das duas pernas simultaneamente. Voltar à posição inicial, lentamente.

MESA FLEXORA

Músculos trabalhados:
posteriores da coxa,
Posição inicial: deitado com as pernas estendidas, mãos fixas nos apoios laterais da mesa.
Movimento: flexione os joelhos e volte à posição inicial.

PANTURRILHA BILATERAL
Músculos trabalhados:
gastrocnêmio e sóleo
Posição inicial: em pé com os pés de trás apoiados em um banco ou uma escada.
Movimento: realizar a flexão plantar

E tome alguns cuidados:

1) As séries, a carga e a repetição devem ser escolhidas de acordo com a necessidade do momento. Nem muito peso com pouquíssimas repetições, nem pouco peso e repetição exagerada. Muito peso pode lesionar e repetição exagerada pode ser chato além da possibilidade de não surtir efeito desejado.

2) Os exercícios devem priorizar os membros inferiores sem desprezar os superiores. Se num dia não dá para fazer tudo faça só para as pernas.

3) A musculação pode ser feita no mesmo dia ou junto com a corrida desde que as duas seções não sejam de alta intensidade. Ou seja, uma necessariamente deve ser fraca.

5) A força deve ser treinada o ano todo.

Bons treinos amigos!!!!!!!!!

domingo, 26 de junho de 2011

CONCIENCIA GLOBAL



Ouvimos falar muito em aquecimento global ultimamente. A impressão que se tem é a de que não existe solução para esse problema e que daqui há algum tempo seremos afogados com a água proveniente das geleiras que estão se derretendo. Alguns cientistas, como Stephen Hawking, inclusive sugerem que outros planetas com atmosfera parecida com a Terra sejam encontrados o quanto antes, para que possamos colonizá-los. Afinal de contas, a raça humana não pode acabar, mas o planeta Terra pode.

Percebo que é por isso que as inovações e alternativas criadas pelo mundo afora, no sentido de amenizar nossa agressão ao meio ambiente, são pouco abordadas pelos meios de comunicação. Até parece que só precisamos ser alarmados.

Felizmente não só de alarde vive a mídia. E há sempre alguém disposto a falar do que realmente interessa: soluções. O crescente reconhecimento do potencial dos blogs como forma de expressão e influência está sendo aproveitado por empresas de grande porte e que têm entre seus valores a qualidade de ser socialmente responsável. Sabemos que a Eficiência Energética é uma das soluções para a diminuição do aquecimento global. A simples troca das lâmpadas incandescentes por fluorescentes já gera uma economia de 3 bilhões de euros e reduz a emissão de gás carbônico em cerca de 20 milhões de toneladas por ano. Este é apenas um exemplo de ação aparentemente com pouca utilidade contra o aquecimento da Terra, mas que, se levada a sério, poderá melhorar muito o nosso meio ambiente.

Na Alemanha e em alguns países da Europa, já está funcionando uma lei na qual somente carros com adesivo de identificação poderão transitar nas chamadas Zonas Verdes, que são trechos espefícos nos quais somente carros com níveis de emissão de gases normais poderão trafegar.

Essa e inúmeras outras idéias louváveis pelo mundo afora estão sendo divulgadas num blog chamado Energia Eficiente, um exemplo a ser seguido. Nada melhor que a influência da blogosfera para contaminar o mundo inteiro com essa idéia. Aliás, não discordo dos ciêntistas, realmente devemos colonizar outros planetas, mas talvez não tenhamos tempo suficiente pra isso. Vamos explorar o espaço e tratar das feridas que causamos em nossa Terra.





FRASES DO ESPORTE : GARRINCHA





Garrincha, em 62 no Chile, reparando no uniforme dos ingleses:
- Você viu Didi, o São Cristóvão está de uniforme novo!

sábado, 25 de junho de 2011

DROGAS NO ESPORTE

Drogas nos Esportes: estimulantes, anabólicas e outras.





O problema do uso de substâncias ilícitas para promoverem o aumento da performance física não é novo. Nunca em toda a história esportiva houve tanto consumo de drogas, principalmente por praticantes de modalidades não olímpicas. Paralelamente observamos na população em geral o uso descontrolado de medicamentos e drogas estimulantes e alucinógenas.

A partir da década de oitenta, houve um grande estímulo à prática de exercícios físicos, que culminou na imensa procura por academias de ginástica. A valorização da estética muscular desenvolvida ou hipertrofiada inclusive para mulheres, passou a ser bem vista e explorada pela mídia.

Existe hoje um comércio paralelo que vende drogas anabolizantes e outros ergogênicos, o qual é denunciado constantemente por matérias televisivas. A busca desequilibrada por um corpo escultural, e o baixo nível de conhecimento dos praticantes de musculação e outras atividades físicas, mantém o presente mercado negro em plena ascensão.

Devemos tomar muito cuidado no trato com as novidades que surgem no mercado de suplementos alimentares. Os produtos anunciados pelo fabricante são muitas vezes colocados como verdadeiros os efeitos que promovem sobre a performance e estética. Trazem ainda declarações de usuários e afirmações não concluídas por meio de pesquisas cientificamente desenvolvidas.

Os volumes para ingestão e os possíveis efeitos das substâncias contidas nos produtos, mesmo que indicadas para suplementação alimentar, variam de um indivíduo para outro, as recomendações terão que ser ajustadas e feitas por médico ou nutricionista, para que não haja dano ou mesmo efeito tóxico sobre o organismo.

O cuidado para não confundir substâncias dopantes, com suplementos alimentares faz-se urgente. O doping é considerado quando do uso de recursos que promovem o aumento da performance por meio de substâncias artificiais e proibidas pelos comités esportivos.

Os anabolizantes esteróides são manipulações químicas sintéticas de substâncias que promovem o anabolismo tecidual orgânico tais como a testosterona, e são usados por atletas ou praticantes de esportes de força e visam principalmente aumentar a massa muscular.

Os anabolizantes podem ser ingeridos por via oral (anabólicos alquilados) ou por via intramuscular (anabólicos ésteres)

Os pais e ou responsáveis precisam ficar atentos aos recursos que estão sendo usados no treinamento. É possível o indivíduo estar usando recursos ergogênicos dopantes, afirmando serem de procedência natural e inócuos. O uso de qualquer substância ou suplemento deve ser verificado pelos pais e pesquisado sempre junto a um nutricionista ou médico.

Abaixo encontra-se uma lista contendo algumas substâncias dopantes e as categorias ou classes a que pertencem. As mesmas só podem ser administradas por médicos e estão restritas no uso para tratamento de doenças. Algumas drogas são lícitas e nem por este motivo são menos degradantes da saúde. Fique sempre atento!!!

Drogas estimulantes

Anfetaminas, cafeína em altas dosagens, cocaína, efedrina, salbutamol e outras.

Drogas anabólicas

Nandrolona, 19- norandrostenediol, 19- norandrostenediona, oxandrolona, androstenediol, androstenediona, dehidroepiandosterona ou DHEA, testosterona etc.

Outras:

Maconha, álcool, tabaco, insulina, HGH etc.

Alguns efeitos colaterais sobre o organismo e saúde:

Câncer de fígado, hipertrofia cardíaca, hipertensão arterial, dores ósseas, hipertrofia da próstata, cefaleia grave, redução grave dos níveis de colesterol HDL, aumento do colesterol LDL, morte.

Conclusão:

Os pais ou responsáveis, os profissionais de saúde e da educação física devem excluir qualquer forma de doping relacionada a elevar o rendimento no treinamento e ou visando fins estéticos.

As drogas só devem ser usadas ou administradas sob estrita recomendação médica competente.

Profissionais bem graduados e sérios, não utilizam em hipótese alguma, o doping para alto rendimento de seus alunos, esta atitude quando constatada, deve ser denunciada aos conselhos regionais e órgãos de repressão, com urgência.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Celebridades Anabolizadas pelo photoshop.

3340142_d044_625x1000

3349717_15b8_625x1000

3332681_3d4f_625x1000

1151585_91aa_625x1000

1151627_7020_625x1000

1151443_0e08_625x1000

1151693_d8fd_625x1000

1097801_4717_625x1000

1097844_4e6b_625x1000

1097784_c885_625x1000

1097832_ac4a_625x1000

1097952_0f80_625x1000

3352284_1660_625x1000

FAMOSOS PRATICANDO ESPORTES DE NEVE




Camila Rodrigues atriz de malhação , participou na semana passada da 4ª edição do Campeonato Brasileiro Amador de Esqui e da Copa de Snowboard em Valle Nevado, no Chile.





Alonso esquia  com Felipe Massa, ele participa de um evento da Ferrari na cidade de Madonna di Campiglio, nos Alpes italianos, e esquiou com o brasileiro.





Modelo María José Suárez




Megam fox foi flagada esquinado no set de filmagem de um longa





O modelo e DJ Jesus Luz esquiando na Suíça



Antonio Banderas e Melanie Griffith são dois freqüentadores assíduos do local. Enquanto Antonio vai esquiar com a filha do casal, Stella del Carmen, Melanie passeia com Dakota Johnson, sua filha com Don Johnson.




Mariah Carey y Nick Cannon han sido los últimos rostros famosos que han llegado a la ya conocida estación de esquí de Aspen, en Colorado.




Victoria Beckham lleva el 'glamour' a la estación de Baqueira





 

Príncipe William e beldade .




[schwartzneger.jpg]

Arnold Schwarzenegger que, mesmo aos 61 anos de idade, não abre mão dos seus esquis junto da familia sempre que pode








 Penn Badgley curte férias esquiando






Homer Simpson  esquiando

DICA DE LIVRO : TREINAMENTO FUNCIONAL





 Treinamento funcional se tornou um dos mais utilizados métodos de treinamento para a melhora da saúde, da estética e do desempenho esportivo. Sua eficácia e benefícios vêm sendo comprovados a cada dia dentro das academias, dos clubes e das instituições esportivas. Por esses motivos, muitos profissionais da Educação Física começaram a aplicá-lo em seus clientes e em seus atletas.

Entretanto, apesar desses fatos, existe, ainda, muito pouco material teórico para consulta. O que deixa, por muitas vezes, a prescrição e a elaboração dos treinamentos, por parte de nós, profissionais, sem embasamento adequado em relação a variáveis importantes do treinamento.

Qual o volume ideal? Como eu mensuro a intensidade dentro de uma sessão de treinamento funcional? Qual(is) a(s) pausa(s) entre as séries, os exercícios e as repetições? Quais os exercícios mais indicados para indivíduos iniciantes, intermediários e avançados? São perguntas que, por muitas vezes, ficam sem respostas. Diante dessa situação, este livro vem para tentar, de forma prática e direta, responder a todas essas questões sem perder o referencial teórico da literatura científica sobre o tema em questão.

Esperamos que, com a leitura desse livro, muitas questões associadas ao dia a dia do treinamento funcional possam ser resolvidas da melhor forma possível.


Autor(es): Alexandre Lopes Evangelista e Artur Guerrini Monteiro

 

PLANILHA DE CORRIDA INICIANTES ( 10KM )






- ANTES DE FAZER QUALQUER ATIVIDADE FÍSICA CONSULTE SEU MÉDICO.

- PROCURE UM PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA .

- ALONGUE ANTES E DEPOIS DOS EXERCÍCIOS.

QUALQUER DÚVIDA CONSULTE-ME:


 RESPEITE SEUS LIMITES !
BONS TREINOS!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...