quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Prepare o corpo para a folia de carnaval!





Música, alegria e samba no pé são alguns elementos que não podem faltar em nenhum Carnaval, mas para aguentar a maratona de folia é preciso preparo físico. Se o sedentarismo te pegou e há algum tempo não pratica nenhum exercício, preparamos  um pacote de ações combinadas para você garantir o fôlego para aproveitar a diversão sem o perigo de perder o rebolado.
Para os que já praticam atividade física, a dica é incorporar ao treino movimentos e situações semelhantes encontradas na avenida e nos blocos de rua, como exercícios que fiquem na ponta dos pés e trabalhem mais a panturrilha.
Gostou das dicas e está pensando em iniciar um treinamento intensivo para encarar a folia em grande estilo? Dá uma olhada nos treinos que a educadora física montou e veja qual deles se encaixa melhor no seu perfil.
Aos sedentários…
1. Caminhadas de 30 a 45 minutos, mantendo freqüência cardíaca com a sensação de estar um pouco ofegante, (o que equivaleria a 80% da capacidade respiratória, na percepção subjetiva de esforço);
2. Step: subir e descer de um degrau (baixo) 15 vezes iniciando com a perna direita, 15 vezes iniciando com a pena esquerda. Fazer 3 séries alternando as pernas;
3. Apoiar a ponta dos dois pés no degrau, deixando os calcanhares de fora. Empurrar os calcanhares para o chão alongando a batata da perna;
4. Apoiar a ponta do pé no chão e fazer movimentos circulares durante 30 segundos (repetir 3 vezes em cada tornozelo).
Para quem já pratica atividade física…
1. Corrida com estímulos moderado e forte, com frequência cardíaca de 85% a 90% nos picos e recuperação em 70% (sensação de esforço bem ofegante no esforço);
2. Inserir no treino de musculação exercícios de treinamento funcional que tenham como objetivo equilíbrio (ponta dos pés), fortalecimento da cadeia posterior (posterior de coxa, glúteos, lombar e costas);
3. Exercícios para panturrilhas e coxas (agachamentos são bem indicados), com séries de 15 repetições em 3 a 4 séries;
4. Aproveitar as aulas na academia de ritmos, como a dança de salão, para trazer mais ritmo musical e integração.
Bons treinos , bom carnaval e se beber não dirija !

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

São nove passos para aumentar a sua autoestima através Corrida .


Quando o corpo é posto em movimento, centenas de processos químicos, invisíveis a olho nu, acontecem nas células de nosso organismo. Disso você já sabe, difícil é visualizar o que esse papo de cientista tem a ver com seu padrão de beleza. Um time de experts revela o que está por trás de um rosto ou corpo bonitos. São nove passos para aumentar a sua autoestima. 

1 - Vença o estresse que boicota sua pele
Fica estampado na cara quando o estresse atrapalha nossos dias. A pele é o primeiro órgão a denunciar que o  corpo está em estado de alerta, e o organismo faz um baita esforço para se adaptar a essas condições que contrariam seu equilíbrio. Desencadeia, por exemplo, a liberação de neurotransmissores que interferem na fabricação de hormônios inflamatórios, que abalam as defesas do corpo. Com isso, a pele fica à mercê de alergias e outras encrencas para as quais a pessoa já tenha propensão genética. Mas, em vez de correr até a primeira farmácia, acelere o passo no seu treinamento.
A utilização do oxigênio nas modalidades aeróbicas como a corrida favorece a nutrição da pele. “Durante o exercício, ocorre a vascularização dos músculos e o aumento da quantidade de sangue que chega até eles, além do aumento da oxigenação, que também faz parte do metabolismo da pele, favorecendo um aspecto mais saudável”.
2 – Ultrapasse os radicais livres antiestéticos
“A corrida em nível moderado ativa mecanismos celulares para uma menor produção de ‘lixo orgânico’, como são chamados os radicais livres”.
Vale dizer que, desde o nascimento, todos sofrem estresse oxidativo, que está relacionado à formação desses dejetos do corpo. Por volta dos 30 anos, perde-se a capacidade total de
lutar contra essas moléculas reativas e reparar seus danos. E é justamente com a atividade física que você retarda esses processos  degenerativos e preserva, por exemplo, seu estoque de colágeno — proteína essencial para sustentação e firmeza da pele. Tem mais: a atividade física estimula a produção de determinados hormônios do crescimento, como os que agem na pele e cabelo, favorecendo a renovação da derme e o nascimento de células joviais. Sem contar que a corrida dá um “up” no sistema linfático, ajudando a eliminar toxinas que se instalam no organismo. Se o tal sistema estiver congestionado, os processos anteriores travam também, gerando acúmulo de radicais livres.
3 – Drible a ansiedade inimiga dos cabelos
A ansiedade causa a liberação excessiva de adrenalina, além do sebo em exagero pelas glândulas sebáceas. O couro cabeludo, então, passa a ter maior produção de substâncias inflamatórias, tornando-se sensível e irritável. Oleosidade da raiz, propensão à queda dos fios e quadros crônicos de caspa e seborreia são os alertas dessa turbulência. A corrida, mais uma vez, entra como importante coadjuvante na prevenção. A modalidade é um veículo eficiente na promoção de bem-estar psicológico. Ao traçar  objetivos realistas para o treino, os praticantes passam a ser mais conscientes de suas limitações e a ter condições de potencializar suas qualidades, minimizando as frustrações. “O mais interessante é que essas pessoas, com altos níveis de exigência, transportam as vivências do esporte para situações do cotidiano”.
4 – Fortaleça sua batalha contra a balança
Por ser uma atividade aeróbica, a corrida é tiro e queda na queima da gordura corporal, uma vez que consome os depósitos gordurosos para obter a energia necessária para a atividade. Mas não é só. “Como exercício, ocorre a liberação de endorfinas que modulam o centro de satisfação e outros neurotransmissores que contribuem para a sensação de prazer e saciedade”, afirma a diretora da Abeso. Além do mais, por meio de mecanismos bioquímicos ainda não totalmente esclarecidos, ocorre uma diminuição seletiva do consumo de comida gordurosa.
Traduzindo, o praticante desenvolve uma preferência  por alimentos mais proteicos e restauradores musculares, ainda que não seja excluída a vontade por carboidratos. Isso porque para que a gordura corporal seja detonada — e não sua massa magra — é essencial consumir carboidrato para garantir substrato energético (combustível) para a corrida.
Assim, evita-se que o  metabolismo retire energia das proteínas musculares.
5 – Acelere a conquista de um corpo definido
Todos sabem, a corrida é boa indicação para quem deseja melhorar a composição corporal, já que permite readequar a distribuição de gordura x músculos. “A atividade permite desenvolver o corpo como um todo: mantém o equilíbrio, favorece a dinâmica do movimento e, também, trabalha a musculatura frontal, do tronco e costas, além dos braços, que dão cadência ao movimento”. Apesar de não ser uma modalidade recomendada para hipertrofia muscular, com a corrida você consegue, de quebra, uma modelação regular. Isso porque o exercício faz os vasos sanguíneos dos músculos dilatarem, pois exige que o oxigênio circule melhor, o que acaba aumentando sua circunferência. “O aumento de massa depende da quantidade de vasos locais existentes”, completa Ivani. Entre os músculos que se beneficiam por essa característica, estão o quadríceps (parte da frente da coxa), panturrilha, peitoral e grande dorsal.
 6 – Engane o tempo prolongando a jovialidade
Diversos estudos científicos demonstram a importância da atividade física para combater os efeitos do envelhecimento precoce, principalmente perda de massa muscular, queda da força e falha na potência muscular.
E, como não poderia ser diferente, a corrida integra a lista de modalidades que agem como elixir da juventude. Entre a multiplicidade de efeitos, está a capacidade anti-inflamatória do exercício regular. “O músculo funciona como um órgão endócrino, liberando miocinas, substâncias relacionadas ao feito benéfico contra doenças como câncer, obesidade, Alzheimer e Parkinson. Além disso, o exercício executado de forma adequada fortalece a defesa do organismo, aumentando a produção de enzimas antioxidantes”,  pesquisadores verificaram que, quando exercitado ao menos por 75 minutos semanais, o organismo é capaz de inibir a ação do estresse oxidativo sobre o DNA das células. Em estudo da Unifesp, observou-se que exercício aeróbico moderado diário (60 minutos de corrida a 60% do VO2 máx.) foi capazde diminuir os marcadores de oxidação, associados a estados de inflamação crônica na musculatura.
7 – Invista em um cardápio campeão e fuja de inchaços
Aqui a lição é básica: cultive um organismo bem cuidado, a começar pelo balanço adequado de carboidratos, proteínas e gorduras, além de vitaminas, minerais e fibras disponíveis nas frutas e saladas, e boa hidratação. Junto a isso, acrescente treino na medida e repouso. Essa é a receita para se conquistar um fígado sadio, que é o ponto de partida para a eliminação das toxinas invasoras do corpo e melhor absorção dos nutrientes dos alimentos.
Além dessa faxina nas células, a corrida, por ser uma atividade aeróbica, melhora os movimentos peristálticos do intestino. Em outras palavras, o exercício ajuda a destravar o trânsito intestinal e a evitar os sintomas de inchaço. “Durante a prática, a própria contração da musculatura do tronco, principalmente a abdominal, estimula de forma mecânica os músculos intestinais, prevenindo constipação e estufamento abdominal”.
8 – Corra para a cama e garanta o sono da beleza
Alguns processos metabólicos essenciais para o bem-estar do organismo começam só quando  colocamos a cabeça no travesseiro. E para o assunto beleza, estar com o sono em dia faz todo o sentido. A boa notícia é que corredores, graças aos efeitos do esporte, não demoram a pregar os olhos e desfrutam o sono de maneira profunda. Especialistas acreditam que a endorfina, responsável por relaxar o corpo, esteja ligada a esse benefício. Mais: a corrida exige tanto do sistema respiratório que o deixa tinindo para a noite, retardando as chances de apneia — o popular ronco. Vale saber que, pela madrugada, inicia-se a produção de melatonina, um hormônio que, além de ser uma arma antioxidante, atua no controle do cortisol, substância típica do estresse e inimiga da estética. Nas fases mais profundas do sono, é a vez de surgir o hormônio do crescimento, cujo papel também é participar da renovação celular e reparação dos tecidos. Para sua pele, isso é sinônimo de rejuvenescimento. E, não é preciso nem dizer, depois de uma noite em claro, o rosto fica com as linhas de expressão escancaradas, já que os músculos faciais não relaxam como deveriam.
9 – Desfile com postura de rei
Quem nunca ouviu que manter boa postura nos treinos melhora o rendimento esportivo? “A corrida tem a característica de ser um movimento natural do ser humano. Mas, é claro, nos treinamentos deve-se otimizar essa estrutura muscular com técnicas apropriadas”, avisa a educadora física Ivani. Portanto, nada de torcer o nariz para os exercícios educativos. Dessa maneira, além de aprender a recrutar os grupos musculares essenciais para um movimento mais limpo, você ainda assegura condicionamento correto do tronco, com melhor utilização dos braços, elevação ideal dos joelhos e, no pacote, entra a correção de possíveis vícios de postura. O nome que se dá a tudo isso é consciência corporal. “Com a corrida, os músculos do tronco ficam o tempo todo em contração, por causa da mudança do centro da gravidade durante o movimento, quando o atleta projeta o peso corporal para a frente. E isso favorece a melhora na postura do praticante, inclusive para outras atividades do dia a dia”.

Havaiano surfa "maior onda do mundo".




Na última segunda-feira (dia 28 de janeiro), o surfista de ondas grandes norte-americano Garrett McNamara surfou uma verdadeira bomba nas águas das praias de Nazaré, Portugal. 

A foto divulgada pela página oficial do Billabong XXL (prêmio que é uma espécie de "Oscar" das ondas grandes) causou enorme tumulto nas redes sociais. Todos se impressionaram com o tamanho desta que pode ser considerada a maior onda de todos os tempos (dados demonstram que a onda pode ter tido 100 pés). Veja abaixo o vídeo da aventura.

Não é a primeira vez que Garrett se arrisca pelas ondas de Portugal. Em 2011, ele esteve no pico quando dropou uma onda de 90 pés e faturou o prêmio do Billabong XXL Global Big Wave Awards e a marca de maior onda surfada pelo Guiness Book .

        

domingo, 27 de janeiro de 2013

MOTIVAÇÃO – 17 SUPER DICAS DE ARNOLD.







ARNOLD DICA 01:
Sempre se lembre que seu corpo faz o que a cabeça manda. Se sua mente não quer empurrar pesos e passar por treinos intensos, seu corpo também não fará. Sempre a mente que fraqueja primeiro, nunca o corpo. O segredo é fazer a mente trabalhar a favor de você, não contra.
ARNOLD DICA 02:
Eu nunca criava limites ou barreiras na minha cabeça.Imaginava meus bíceps grandes como montanhas enquanto fazia meus exercícios de braço. A importância do pensamento para fazer o corpo alcançar seu potencial máximo. Paixão, desejo e um entusiasmo ilimitado começam na nossa mente.Esse processo de visualização era essencial para o tipo de tamanho que eu queria, para poder vencer monstros como Sergio Oliva e Lou Ferrigno.
ARNOLD DICA 03:
Esteja atrás de um físico de Mr. Olympia, subindo uma montanha, vencendo desafios nos negócios, seja o que for, a mente comanda. Você precisa ter uma atitude positiva em seu treinamento, sobre como perseguir seus objetivos e manter-se entusiasmado o tempo todo.
ARNOLD DICA 04:
Sem o objetivo a alcançar, você estará treinando a toa, o que é perda de tempo. Você precisa estar preparado mentalmente para o treino intenso, para ultrapassar a barreira da dor, para se submeter às cargas pesadas em exercícios como agachamento e supino, sem nenhum medo de ser superado pelos pesos.
ARNOLD DICA 05:
Tem que ter total confiança na sua força para fazer os exercícios, não importa o quanto pesados estejam. Se você tem medo de uma carga pesada, você não conseguirá fazer o movimento. Se tem medo da dor e da exaustão que acontecem nos agachamentos, levantamentos terra, supinos, exercícios que realmente levam seu corpo até o limite, você não treinará com o rigor necessário.
ARNOLD DICA 06:
Como eu disse no filme Pumping Iron “se você consegue atravessar a barreira da dor, você pode ser um campeão, se não consegue, nunca será um vencedor” . Provavelmente, a maior diferença entre os campeões que conheci todos esses anos e os caras que não chegam a lugar nenhum está na habilidade em se concentrar durante o treino.
ARNOLD DICA 07:
Conheço muitos bodybuilders com boa genética, que nunca venceram competições, por causa da fraqueza de seus pensamentos, sua falta de habilidade em se concentrar apropriadamente, ou a falta de confiança na sua própria habilidade.
ARNOLD DICA 08:
Por outro lado, conheci pessoas sem essa facilidade genética que conseguiram boas colocações em campeonatos, contando com seu desejo, determinação e perseverança acima de tudo.
ARNOLD DICA 09:
Se você treina corretamente, você consegue seus objetivos. O sucesso na musculação pode te ensinar a ter sucesso em qualquer coisa na vida. Aprenda a gostar do desafio e sua vida terá um significado totalmente novo. Cada dia será uma nova aventura, substituindo a rotina diária. Cada dia trará a chance de uma nova oportunidade, aproveite o momento, viva o presente e faça acontecer. Não fique apenas na leitura dessas palavras, faça uma mudança no seu estilo de vida, e o sucesso vai acontecer porque você estará usando toda a força do seu pensamento positivo, e nada vai Pará-lo.
ARNOLD DICA 10:
Campeões treinam com uma seriedade e uma intensidade que não é comum em pessoas normais. Eles podem conversar um pouco, fazer alguma brincadeira entre as séries, mas quando começam um exercício colocam 100% de concentração e intensidade no movimento. Acreditam em sua habilidade para serem vencedores, não importa quantas vezes tenham falhado ou em quantos anos demorarão para chegar lá.
ARNOLD DICA 11:
Ignore os comentários que podem te derrubar: “esqueça, você nunca será um Mr. Olympia … Você não tem genética … Você não é grande o suficiente … Você não tem qualidade … “ Essas frases não devem te afetar. Simplesmente ignore esse tipo de gente, e siga perseguindo seus ideais.
ARNOLD DICA 12:
Quer ser um grande fisiculturista, ou apenas melhorar seu físico? Que tipo de treino é necessário? Que exercícios são os melhores? Quantas séries para cada parte do corpo? Quantas vezes por semana devo treinar? Que tipo de comida, e quantidades, devo ingerir? Está entendendo o que estou dizendo? Você não pode ir à academia sem um plano. Treinar sem objetivos é idiotice. Como você pode manter sua paixão e entusiasmo se você não sabe onde quer chegar?
ARNOLD DICA 13:
Estabeleça pequenos objetivos para chegar em um maior a longo prazo. Por exemplo, se você só conseguiu fazer 10 repetições nas paralelas em seu último treino de peito, tente fazer 12 no próximo. Se conseguiu apenas 10 repetições com 100 kg no supino, no próximo treino tente 110 kg, nas mesmas 10 repetições. Sempre tente superar o que conseguiu nos treinos anteriores, aumentando as cargas ou as repetições, ou os dois.
ARNOLD DICA 14:
Se você não treina progressivamente está apenas estacionado no mesmo lugar. Isso é muito comum de observar nas pessoas que vemos nas academias, que sempre usam os mesmos pesos, o mesmo número de séries, os mesmos exercícios, e nunca melhoram sua aparência.
ARNOLD DICA 15:
Você deve conseguir progressos em seus treinos, sempre. Se isso não acontece você tem um problema em algum lugar. Encontre o que é e corrija, não perca 6 meses, 1 ano, 5 anos, sem ir a lugar nenhum na academia. Não seja uma dessas pessoas que nunca melhoram, e sempre estão com a mesma aparência, ano após ano.
ARNOLD DICA 16:
Treine duro para trabalhar seus pontos fracos, dê a eles prioridade em seus treinamentos. Se suas pernas são fracas, e seu tronco e braços fortes, dedique mais dias de treino exclusivos para seus membros inferiores. Diminua o número de series de suas partes melhores, para poupar energia para as partes mais fracas.
ARNOLD DICA 17:
Uma atitude positiva e confiança na sua habilidade são fatores absolutamente necessários para que você alcance seus objetivos. Se você acredita que terá bons ganhos musculares, eles acontecerão. Caso contrário, não importa o tipo de treino, a dieta, os suplementos que vai usar. Você não chegará a lugar nenhum.




BONS TREINOS! 

Benefícios da Corrida e os riscos de viciar.

Correr é um esporte cada vez mais popular. E não é para menos: pode ser praticado em qualquer lugar e ainda ajuda a manter a saúde em dia. Mas atenção: quando vira um vício pode causar problemas.



Atividade física é saúde. Alguém duvida? A prática constante de um exercício ou esporte diminui a ansiedade, ajuda a descarregar as tensões do dia-a-dia e promove inúmeros ganhos ao organismo. A corrida se insere nesse contexto e, por sua simplicidade de execução e baixo custo, ganha cada vez mais adeptos de todas as idades e classes sociais. Mais do que isso, vem entrando no receituário de médicos que enxergam no esporte uma forma de prevenir e tratar diversas patologias. Só para se ter uma idéia, já foram descritos mais de 20 benefícios fisiológicos decorrentes dessa atividade, desde o melhor funcionamento do sistema cardiovascular até a fixação de cálcio na matriz óssea, que combate a osteoporose.

"O conceito de qualidade de vida é muito valorizado hoje em dia. As pessoas buscam, então, exercícios que proporcionem mais contato com a natureza, como é o caso da corrida", diz Marcos Paulo Reis, especialista em treinamento desportivo. "Ela acaba se tornando uma válvula de escape, que contagia e deixa seus adeptos viciados".

Exagero falar em vício? Tudo leva a crer que não. Quando uma pessoa corre, o organismo produz substâncias, como endorfina, serotonina e dopamina, utilizadas pelos neurônios na comunicação do sistema nervoso - daí serem chamadas de neurotransmissores. O cérebro as produz em resposta à atividade física, de forma a relaxar o corpo, preservá-lo da dor e provocar sensação de prazer, euforia e bem-estar. "O aumento da freqüência cardíaca, durante o exercício, faz com que todo o organismo passe a absorver e utilizar mais oxigênio, tanto para os músculos quanto para o sistema nervoso central". É por esse mecanismo que se dá a liberação dos neurotransmissores, que atuam no controle da tensão e da ansiedade, levando a um maior relaxamento e auto-confiança.

Mudanças na cabeça e no corpo 

Além dessas alterações físicas, o vício no esporte acontece também por questões de ordem psicológica. "A ação da endorfina, juntamente com a sensação de missão cumprida ao terminar um treino, completar um percurso ou cruzar a linha de chegada de uma prova, traz uma enorme satisfação, que estimula a correr mais e mais", avalia o personal trainer Isaías Rodrigues. Há que se levar em conta, ainda, que a corrida é uma das atividades mais eficientes para emagrecer - e, por isso, muitos praticantes, especialmente mulheres, tornam-se dependentes na tentativa de manter o peso. Neste caso, o exercício funciona como contra-peso, uma forma de compensar os exageros à mesa.


        VOCÊ PODE ESTAR VICIADO SE...
... CORRE DE CINCO A SETE VEZES POR SEMANA. ... CONSIDERA A CORRIDA COMO A ATIVIDADE MAIS IMPORTANTE DE SUA VIDA. ... SENTE IRRITAÇÃO E CULPA SE NÃO PRATICA. ... TENTA CORRER, MESMO QUANDO ESTÁ DOENTE, LESIONADO OU COM QUALQUER CONTRA-INDICAÇÃO MÉDICA. ... ACREDITA QUE SÓ CORRENDO CONSEGUIRÁ MANTER A FORMA.

"Tudo isso é potencializado se a pessoa teve o seu corpo transformado pelo esporte. Há aqueles que moldaram as curvas ou eliminaram muitos quilos correndo e temem perder tudo se pararem".
Quando existe uma certa obsessão pela imagem corporal, então, o risco de se viciar é maior. "Cuidar-se, de maneira adequada, significa zelar por si próprio. Mas alguns extrapolam - são os chamados 'ginastocólatras' -, estimulados por uma auto-idolatria que rompe os limites do aceitável. Tornam-se compulsivos pelo exercício e dão uma importância descomunal a qualquer detalhe do corpo - mesmo que seja 1 kg a mais".
Identificar benefícios no físico e não querer perdê-los - e, assim, tornar- se um viciado no esporte - não é, necessariamente, algo negativo. A dependência só começa a preocupar, se está prejudicando a pessoa de alguma forma ou colocando a sua saúde em risco. Basicamente, é importante ficar atento a três sinais de que algo está errado. Em primeiro lugar, observar se a corrida é tão importante que todo o resto - família, trabalho, amigos, vida social - fica em segundo plano. Também, perceber se a dependência faz com que a pessoa tenha sintomas de abstinência quando não consegue treinar, como irritabilidade, ansiedade e depressão. Em terceiro, checar se o exagero no exercício não está colocando a saúde em risco.

              CORRIDA X DEPRESSÃO
O ESPORTE É UM IMPORTANTE ALIADO NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO. TANTO QUE, QUANDO ELE ENTRA EM CENA, MUITOS MÉDICOS DIMINUEM A DOSE DO REMÉDIO. SUA EFICÁCIA É TÃO GRANDE, QUE A ASSOCIAÇÃO MÉDICA AMERICANA INDICA O EXERCÍCIO COMO FORMA DE PREVENÇÃO PARA QUEM TEM TENDÊNCIA À DEPRESSÃO.

ESTUDOS NORTE-AMERICANOS DETECTARAM QUE 86% DE UM GRUPO DE CORREDORES SE SENTIA CULPADO, CASO PERDESSE UMA SESSÃO DE TREINAMENTO, E 72% FICAVA TENSO, IRRITADO OU DEPRIMIDO.

Atenção para o excesso


"Caso não seja bem orientado, qualquer aluno está sujeito ao overtraining - o excesso de treinamento que leva à falta de equilíbrio e causa prejuízos à saúde".

Na corrida há várias conseqüências, como a liberação prolongada de hormônios na corrente sangüínea, que causa redução das defesas imunológicas e cansaço crônico, e o perigo de se sofrer com fraturas de estresse.
Correr demais também acelera a chegada das rugas. Isso ocorre por que o exercício faz o organismo consumir mais oxigênio e, dessa forma, detona a produção de radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento dos tecidos. "Nas mulheres, o excesso pode levar ao surgimento de sintomas da 'tríade da mulher atleta': anorexia (transtorno alimentar), amenorréia (suspensão da menstruação) e osteoporose". Tal quadro tende a piorar quando não se toma certos cuidados, como dormir bem, hidratar-se e manter uma alimentação de qualidade. "Tão importante quanto o treinamento é o repouso. O corpo precisa desse tempo de recuperação". O ideal, segundo ele, é correr três ou quatro vezes por semana, entre 6 km a 10 km.
Outra observação diz respeito às maratonas. Como pipocam provas o ano inteiro nas grandes cidades, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo, se o corredor exigir demais de si mesmo pode sofrer com as conseqüências - sobrecarga nas articulações de tornozelos, joelhos, bacia e coluna, e fraturas por estresse.

Os professores de educação física ainda recomendam exames, que não devem ser feitos apenas antes do inicio do treino, mas com regularidade - pelo menos uma vez por ano. Entre eles: teste ergo-espirométrico  que medirá os limites de treinamento aeróbico e anaeróbico, eletrocardiograma de esforço e ecocardiograma. Na hora da corrida, vale também priorizar os pisos macios (terra, grama, esteira), intercalar dois pares de tênis (que devem ser específicos para a prática do esporte), não correr de estômago vazio (pode causar hipoglicemia e perda de massa muscular) e, finalmente, parar e procurar ajuda médica, se sentir alguma dor ou desconforto muscular.








Bons treinos !

sábado, 26 de janeiro de 2013

Os 5 esportes mais estranhos que fizeram parte das Olimpíadas.


Tiro ao pombo

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Cerca de 300 pombos foram mortos nessa competição realizada na olimpíada de Paris em 1900. Este sem duvida foi o evento mais sangrento de todas as olimpíadas, pois este foi a única vez na historia das olimpíadas em que se mataram animais durante um competição.
Corrida de natação com obstáculos

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Realizado em 1900 a natação com obstáculo foi realizado no rio Sena.

La Canne

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É uma arte marcial francesa bastante semelhante com a esgrima, mas invés de uma espada é usado um Canne que é uma espécie de bengala utilizada na luta. Disputado na olimpíada de 1924.
Duelo de pistolas

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Apesar de ter um nome com conotações do velho oeste, não se trata nada disso, oscompetidores não amigo os competidores não vão atirar uns nos outros. Na verdade a competição é realizada disparando contra manequins com uma mira no peito. Este evento esportivo foi realizado nas olimpíadas de 1906 e 1912.
Escalada na corda

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Realizado nas olimpíadas de 1896, 1904, 1906, 1924 e 1932, era uma disputa um contra um para ver quem conseguia subir mais rápido na corda utilizando apenas as mãos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Corrida para Mortais .

Livro - Corrida para Mortais


Não é necessário ganhar competições ou ser veloz como os atletas profissionais para você se considerar um corredor e obter os benefícios que a corrida oferece. O que você precisa é de estímulo e energia para transformar a corrida em um hábito de vida. John Bingham, famoso colunista da revista Runner?s World, conhecido como Pinguim, inspirará você, assim como tem feito com milhares de homens e mulheres, a desenvolver por meio da corrida um estilo de vida que lhe proporcionará condicionamento físico e prazer absoluto.
Em Corrida para mortais, Pinguim juntou-se a Jenny Hadfield, treinadora de corrida e especialista em condicionamento físico, para traçar estratégias que ajudarão os corredores amadores de todos os níveis a integrar de forma segura e fácil o esporte às suas agendas apertadas.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cadeirante termina prova na serra da Mantiqueira.


 O norte-americano Andre Kajlich, 33, completou a ultramaratona Brazil 135, realizada na serra da Mantiqueira, em 62 horas 30 minutos. Foi o primeiro biamputado a completar os 217 km.
 
O para-atleta chegou anteontem à cidade de Paraisópolis, em Minas Gerais, ponto final da competição que começou em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.
 
Em alguns trechos de trilha, Kajlich teve de descer da sua cadeira de rodas, amarrar-se a ela e arrastá-la até um ponto em que ela rolasse novamente.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Frases do esporte - Howard Cosell.


Jornalista, autor, personalidade de televisão personalidade de rádio, colunista, comentarista esportivo, advogado.

OS ESPORTES SÃO AS SEÇÃO DE BRINQUEDOS DA VIDA ! 

Lance Armstrong - Entrevista con Oprah.

Problemas digestivos y deporte de resistencia.


Introducción



                                                     



    El ejercicio moderado se ha mostrado como una herramienta eficaz para combatir y/o prevenir diferentes enfermedades tales como la obesidad, diabetes, hipertensión, reducir los niveles de colesterol, y mejorar aspectos psicológicos y psicosociales como la ansiedad o la autoestima. Por todos es conocido el efecto beneficioso de la práctica del ejercicio y por ello se promueve desde todo tipo de organizaciones gubernamentales y no gubernamentales (OMS, UNESCO, gobiernos nacionales y regionales,…etc.) (Viuda-Serrano, González-Millán & Pérez-González, 2010).

    No obstante, el ejercicio y/o deporte también tiene aspectos negativos, especialmente cuando se practica más allá del ejercicio de carácter ligero o moderado. El ejercicio de alta intensidad o de larga duración puede provocar o favorecer la aparición de diferentes patologías, de menor o mayor gravedad, en diferentes elementos, sistemas u órganos corporales. Sin ir más lejos, las lesiones músculo-esqueléticas propiciadas por traumatismos o sobrecarga son habituales en la práctica deportiva. De menor incidencia, pero no menos importantes, son alteraciones del aparato cardiovascular (hipertrofia cardiaca con el ejercicio de fuerza), genitourinario (incontinencia urinaria o prolapsos por ejercicios de alta intensidad e hiperpresión abdominal), o problemas en la piel (ampollas por rozamiento del calzado u otros implementos deportivos o dermatitis por cloro en natación). En el caso de los deportes de larga duración, uno de los problemas más recurrentes son los asociados al aparato digestivo.

    En lo referente al aparato digestivo, diversos estudios han demostrado que el ejercicio presenta tantos aspectos beneficiosos como perjudiciales, dependiendo del tipo de actividad practicada (Bi & Triadafilopoulos, 2003; De Oliveira & Burini, 2009; Martin, 2011; Peters, De Vries, Vanberge-Henegouwen, & Akkermans, 2001; Simren, 2002), si bien en muchos de estos aspectos no hay un acuerdo en la actualidad.
    El objetivo del presente estudio es realizar una revisión sobre los efectos del ejercicio sobre el aparato digestivo, haciendo especial atención a la carrera de larga distancia.


Material y métodos


    Se consultaron las bases de datos PubMed y SportDiscus, utilizando como criterios de búsqueda “gastrointestinal symptoms”, “gastrointestinal disease” o “gastrointestinal disturbances” and “exercise”, “runner” o “physical activity”. Además, se consultaron los artículos relacionados que ambas bases de datos vinculan a partir de aquellos de interés localizados con estos términos. En total, se incluyeron en este estudio 28 artículos sobre esta temática.


Resultados



Deporte y aparato digestivo

    El ejercicio físico tiene efectos beneficiosos y perjudiciales para el sistema gastrointestinal, dependiendo en parte de la intensidad del ejercicio (Martin, 2011; Simren, 2002). El ejercicio de alta intensidad a menudo conduce a estrés gastrointestinal, especialmente cuando se asocia con deshidratación y/o presión intra-abdominal (De Oliveira & Burini, 2009).
    Los síntomas gastrointestinales como nauseas, acidez, diarrea o sangrado gastrointestinal son frecuentes en deportes de resistencia, si bien estos síntomas generalmente son transitorios y pueden considerarse protectores de un daño orgánico, al hacer que el deportista reduzca la intensidad o duración del ejercicio. No obstante, estos síntomas pueden agravarse y limitar el rendimiento deportivo (Halvorsen, Lyng, Glomsaker, & Ritland, 1990; Koistinen, Jauhonen, Lehtola, Takala, & Salokannel, 1991) o incluso impedir la realización de la práctica deportiva (Peters, et al., 2001). Las mujeres presentan síntomas más frecuentemente que los hombres (De Oliveira & Burini, 2009; Moses, 1990).


Síntomas del aparato digestivo relacionados con el ejercicio


  • Reflujo gastroesofágico. El ejercicio puede incrementar el reflujo, en función del tipo de ejercicio y la ingesta anterior de alimentos (Simren, 2002). Es un síntoma que presenta el 60% de los deportistas y ocurre con mayor frecuencia en ejercicio que durante el reposo. Está relacionado con el tipo de deporte, siendo más frecuente en ejercicios anaeróbicos (De Oliveira & Burini, 2009). Las actividades con “rebote” como la carrera, producen más cantidad de episodios de reflujo y de mayor duración. Además, esto se incrementa si se ha ingerido comida previamente al ejercicio (Bi & Triadafilopoulos, 2003).
  • Diarrea. La diarrea aguda provocada por el ejercicio puede considerarse fisiológica y no suele conducir a estados de deshidratación o pérdida del balance de electrolitos y tiende a revertir por si sola (De Oliveira & Burini, 2009). Es uno de los síntomas más comúnmente relacionados con el ejercicio de larga duración y especialmente en la carrera y si bien no suele acarrear problemas de gravedad, puede limitar el rendimiento deportivo (Gremion, 2011).
  • Sangrado gastrointestinal. Ha sido bien documentado, especialmente en corredores de larga distancia. El sangrado gastrointestinal en los corredores es multifactorial (Horn & Feller, 2003). Por una parte viene provocado por la redirección del flujo sanguíneo hacia los músculos activos, por lo que este sangrado se produce fundamentalmente debido a la isquemia en el tracto gastrointestinal, habiéndose observado tanto gastritis hemorrágica como colitis isquémica. Además de la explicación isquémica para el sangrado, el efecto mecánico tiene que tener un efecto en este síntoma, por su mayor incidencia en corredores que ciclistas (Bi & Triadafilopoulos, 2003; De Oliveira & Burini, 2009). El riesgo de sangrado gastrointestinal se incrementa en el caso del ejercicio en calor y en caso de deshidratación (Simren, 2002). Este síntoma afortunadamente suele ser transitorio, si bien debe ser tenido en cuenta y valorar los niveles de hierro sérico y ferritina en deportistas de modalidades de larga distancia (De Oliveira & Burini, 2009; Peters, et al., 2001). En corredores de maratón, se observó este signo en el 15% de los participantes tras la carrera, mientras que a las 48 horas había desaparecido en todos ellos (Buchman, et al., 1999).



Beneficios derivados de la práctica deportiva

    El ejercicio físico de baja y media intensidad puede tener un efecto protector contra los desórdenes del tránsito gastrointestinal (De Oliveira & Burini, 2009).

  • Cáncer del sistema digestivo y actividad física. La incidencia de la actividad física en la reducción del riesgo de cáncer es controvertida. En el cáncer de estómago, los resultados son contradictorios, en el cáncer rectal no presenta ninguna relación, mientras que en el cáncer de colon, la evidencia científica es clara (Peters, et al., 2001). Estudios observacionales concluyen que el ejercicio en el cáncer de colon puede reducir el riesgo de muerte por la enfermedad, además de mejorar la calidad de vida (De Oliveira & Burini, 2009). La actividad física reduce el riesgo de cáncer de colon, presentando las personas inactivas un riesgo entre 1.2 y 3.6 veces superior de padecerlo. Los motivos expuestos hacen referencia a la reducción del tiempo de tránsito gastrointestinal, que permite menor tiempo de contacto entre sustancias cancerígenas y la mucosa, aunque también está asociado a otros efectos indirectos, como la síntesis de prostaglandinas y factores relacionados con el sistema inmune (Simren, 2002). Además, este efecto es independiente de otros factores como la dieta o la composición corporal (Peters, et al., 2001). Se sugiere que aquella actividad de mayor intensidad resulta más beneficiosa que aquella de menor intensidad (Peters, et al., 2001).
  • Enfermedad diverticular (diverticulosis). Diferentes estudios indican una relación inversa entre actividad física y enfermedad diverticular (De Oliveira & Burini, 2009; Peters, et al., 2001; Simren, 2002), debido a que el ejercicio moderado puede acelerar el tránsito intestinal. Esta patología se ha mostrado en mayor medida en personas sedentarias. Además, la carrera es la actividad que mejor previene esta enfermedad. Los mecanismos que explican este hecho se basan en la mayor actividad del colon por vía hormonal, vascular y aspectos mecánicos, que conducen a una reducción del tránsito intestinal (Peters, et al., 2001).
  • Inflamación del intestino. Se han realizado diversos estudios en enfermedad de Crohn y colitis ulcerosa sin un acuerdo entre ellos. Aunque no ha quedado clara la eficacia, sí se ha demostrado que no tiene efectos negativos para estas patologías (Peters, et al., 2001).
  • Estreñimiento. Parece asociarse a la inactividad. No hay una evidencia clara de que el ejercicio pueda ser una terapia eficaz para el estreñimiento crónico (Simren, 2002). El efecto de la actividad física en el estreñimiento parece probable, pero tampoco hay evidencia científica concluyente (Peters, et al., 2001; Simren, 2002). Los mecanismos que pueden favorecer esta patología están relacionados con la motilidad del colon, la disminución del flujo al intestino, el balanceo durante la carrera, la compresión del colon por la musculatura abdominal y el incremento en la ingesta de fibra como resultado del incremento del gasto energético (Peters, et al., 2001).
  • Colelitiasis. La actividad física tiene un efecto protector frente a la colelitiasis (De Oliveira & Burini, 2009; Peters, et al., 2001; Simren, 2002). Además se ha establecido una relación de dosis respuesta. No está clara la razón por la que la actividad física ayuda a reducir la formación de piedras en la vesícula, pero puede estar relacionado con la disminución de la secreción biliar de colesterol, la mejora de la vesícula biliar y la motilidad del colon, además de otros factores que incrementan el riesgo de cálculos biliares como la tolerancia a la glucosa, niveles de insulina sérica, triglicéridos, hormonas reguladoras de la vesícula biliar y niveles de HDL, que son favorablemente modificados por la actividad física (Peters, et al., 2001).
  • Síndrome de colon irritable. El efecto del ejercicio en esta patología no está claro (Simren, 2002), si bien en algún estudio ha aparecido una relación entre actividad física y menores síntomas asociados al colon irritable, y recomiendan el ejercicio como medida para mejorar esta enfermedad (Lustyk, Jarrett, Bennett, & Heitkemper, 2001). En estudios recientes, se ha constatado que el ejercicio ligero o moderado puede ser beneficioso para pacientes con esta patología (Daley, et al., 2008).
  • Hemorragia gastrointestinal. En personas mayores, la actividad física se ha mostrado beneficiosa para reducir el riesgo de hemorragia severa GI. En otro tipo de poblaciones, los resultados no son concluyentes (Martin, 2011; Peters, et al., 2001).
  • Apetito. El ejercicio parece tener efectos a corto plazo en el control del apetito, por lo que podría mejorar el equilibrio energético a través de dos vías, incrementando el gasto energético y modulando la ingesta energética (De Oliveira & Burini, 2009).

Causas sintomatología

    Las primeras razones que se adujeron para explicar estos problemas digestivos hacían referencia a la falta de riego al intestino provocada por el ejercicio (Sharman, 1982). No obstante, las razones de esta sintomatología no están del todo claras. La alteración del flujo sanguíneo gastrointestinal, cambios neuroendocrinos, efectos en la motilidad gastrointestinal y factores mecánicos parecen estar relacionados con éstos (Brouns & Beckers, 1993; Peters, et al., 2001) y cobra especial importancia en el ejercicio intenso, y sobre todo en situaciones de calor e hipohidratación, produciendo una situación estresante para el sistema gastrointestinal (De Oliveira & Burini, 2009).

    El efecto isquémico se produce por la redirección de la sangre hacia la musculatura activa, el corazón y los pulmones, para afrontar el ejercicio intenso. Como resultado, la mucosa intestinal está menos irrigada, incrementando la permeabilidad intestinal. Puede producir diarrea, pudiendo llegar incluso a producirse isquemia celular e inflamación. El efecto mecánico hace referencia al aumento de la presión intra-abdominal y el rebote producido en los órganos por el movimiento del ejercicio. El efecto neuroendocrino es el menos conocido e incluye varios péptidos neuroendocrinos y gastrointestinales relacionados con la homeostasis gastrointestinal, el sistema inmune y los hábitos alimenticios (De Oliveira & Burini, 2009).

    La ingesta de comidas ricas en fibra, grasa y proteína antes del ejercicio, así como las bebidas hipertónicas, pueden causar síntomas del sistema gastrointestinal superior, como dolor de estómago, vómitos y reflujo o acidez (Brouns & Beckers, 1993). También la deshidratación incrementa la aparición de los síntomas del sistema gastrointestinal (Brouns & Beckers, 1993; Rehrer, Janssen, Brouns, & Saris, 1989) ya que a la disminución del flujo hacia el sistema gastrointestinal por el ejercicio, podría unirse el efecto del menor volumen de plasma por la deshidratación. En un estudio realizado en corredores de larga distancia, se observó que no hubo relación entre la cantidad de fluido ingerido y los síntomas gastrointestinales, pero sí lo hubo con el nivel de deshidratación alcanzado, teniendo más síntomas aquellos que perdieron un mayor porcentaje de peso corporal, por la diferencia entre las pérdidas por sudoración y la ingesta hídrica (Rehrer, et al., 1989).

    El entrenamiento y una hidratación adecuada deberían proteger de los efectos de los ejercicios de alta intensidad (De Oliveira & Burini, 2009). Junto a esta hidratación adecuada, una correcta nutrición es un factor preventivo de la sintomatología del sistema gastrointestinal y de los efectos provocados por el ejercicio que pueden comprometer el sistema inmune del deportista y su rendimiento (Berg, Muller, Rathmann, & Deibert, 1999).

    Además, el entrenamiento provoca que la disminución del flujo sanguíneo al sistema gastrointestinal sea menos severa y los síntomas aparezcan en menor medida (Brouns & Beckers, 1993). En un estudio realizado en corredores de ultra-resistencia, los síntomas fueron más elevados en aquellos que entrenaban menos kilómetros y hacían carreras más cortas (Glace, Murphy, & McHugh, 2002).


Carrera de larga distancia y aparato digestivo

    La frecuencia de aparición de síntomas GI es el doble en carrera de resistencia que en otros deportes de larga duración como ciclismo o natación, donde los movimientos en el eje vertical son muy reducidos. Estos movimientos de rebote, arriba y abajo, se producen en mayor medida en deportes como la carrera a pie, pero la forma en que éstos afectan a la función gastrointestinal es todavía desconocida (Peters, et al., 2001).

    En los corredores de larga distancia, los síntomas del sistema gastrointestinal inferior (dolor abdominal, diarrea, urgencia por defecar) son más frecuentes que los del sistema superior (náuseas, vómitos, pérdida de apetito, acidez) (Glace, et al., 2002; Keeffe, Lowe, Goss, & Wayne, 1984; Peters, et al., 1999; Riddoch & Trinick, 1988), mientras que en ciclistas, ambos se igualan (Peters, et al., 1999), lo que refrenda la teoría del efecto mecánico en la incidencia sobre la sintomatología del sistema gastrointestinal. En el estudio de Riddoch y Trinick (1988), sobre 471 maratonianos, el 74% de los corredores indicó uno o más síntomas del sistema inferior, por el 56% que indicó alguno del sistema superior.

    A pesar de que suelen hacerlo antes de la carrera para prevenirlo, la urgencia por defecar es el síntoma más citado por los corredores de larga distancia durante la carrera (Keeffe, et al., 1984; Riddoch & Trinick, 1988; Sullivan, Wong, & Heidenheim, 1994). La urgencia por defecar en corredores, parece deberse a los efectos directos del ejercicio sobre el colon. La estimulación simpática durante el ejercicio produce una relajación del tracto gastrointestinal, lo que favorece el paso del colon al recto debido a las oscilaciones producidas por la carrera, lo que provocaría la necesidad de defecar. De hecho, esta sintomatología la sufren los corredores generalmente en la parte final de la carrera, lo que refuerza esta teoría (De Oliveira & Burini, 2009).

    En el estudio de Keeffe et al. (1984) sobre 707 maratonianos, la urgencia por defecar fue el síntoma más citado por los corredores y se da tanto durante la carrera como inmediatamente después (36.4%-38.6%) (Keeffe, et al., 1984). La aparición de diarrea fue citado por uno de cada cinco corredores produciéndose en mayor medida al terminar la carrera (Keeffe, et al., 1984).
    De la misma forma, en el estudio realizado por Riddoch y Trinick (Riddoch & Trinick, 1988), la urgencia por defecar fue el síntoma más citado (53%) seguido por diarrea (38%). Uno de ellos fue indicado por un 58% de los participantes, durante o después de la carrera.

    La incidencia de problemas gastrointestinales varía de unos estudios a otros, desde el 83% del estudio de Riddoch y Trinick (1988) al 34% de Halvorsen et al. (1990), ambos realizados en maratonianos, si bien es difícil establecer niveles de incidencia, pues la climatología, el perfil de la prueba, avituallamientos, nivel de entrenamiento de los participantes y otras variables que se modifican de unos estudios a otras y que no siempre se encuentran explícitas en los artículos, pueden influir en la mayor o menor incidencia de estos síntomas.

    La distancia de la carrera también es un factor importante. En un estudio realizado sobre 25 km y maratón, la incidencia de síntomas gastrointestinales fue del 25% y 52% respectivamente (Rehrer, et al., 1989).

    Comparados con personas sedentarias, los corredores defecan con mayor frecuencia y además en más ocasiones tienen urgencia por hacerlo (Sullivan, et al., 1994). Además, los daños en la mucosa gastrointestinal son prevalentes en corredores de larga distancia, mostrando de forma prevalente gastritis y esofagitis (Choi, et al., 2001).

    Por el contrario, aquellos corredores con problemas previos gastrointestinales manifiestan en mayor medida que desde que comienzan el entrenamiento para carrera de larga distancia, mejoran sus síntomas (41%). Los cambios de dieta asociados están también relacionados con estos cambios (Halvorsen, et al., 1990). En maratonianos, se constató que aquellos que han modificado su dieta por el hábito de correr, tienen una mayor incidencia de modificaciones en los hábitos intestinales (defecaciones más frecuentes y/o más líquidas) (Halvorsen, et al., 1990).

    Las modificaciones en los hábitos intestinales, así como los problemas digestivos asociados a la carrera se dan en mayor medida en mujeres que en hombres (Halvorsen, et al., 1990; Keeffe, et al., 1984; Riddoch & Trinick, 1988).

    Otro aspecto importante, que se ha constatado en maratonianos, son las diferencias significativas según el grupo de edad, siendo mayor la incidencia en los más jóvenes (Keeffe, et al., 1984; Riddoch & Trinick, 1988), lo que puede estar relacionado con el nivel de entrenamiento y la adaptación del organismo a esos volúmenes de carrera. El entrenamiento de resistencia modifica el flujo sanguíneo, propiciando que a una intensidad dada de esfuerzo, en atletas entrenados, la reducción del flujo al intestino sea menor que en sujetos desentrenados. Esto explica que al incrementar el volumen de entrenamiento se incrementen los síntomas, y que estos remitan cuando el organismo se aclimata a esta carga de entrenamiento (De Oliveira & Burini, 2009).

    Algunas teorías sugieren que la ingesta de carbohidratos durante la carrera podría empeorar estos síntomas, pero en cantidades reducidas, como suele ser habitual en las bebidas y geles deportivos en carreras de resistencia, no se mostró incidencia en la aparición de síntomas gastrointestinales en función de la cantidad de carbohidrato (entre 1.0-1.4 grCHO/min, con agua ad libitum) (Pfeiffer, Coterill, Grathwohl, Stellingwerff, & Jeukendrup, 2009).

    A pesar de la alta incidencia de esta sintomatología, el uso de medicamentos para paliarlo es muy reducido, siendo del 5% en un estudio realizado sobre 200 corredores de larga distancia (Peters, et al., 1999). Diferentes estudios han evaluado la incidencia de algunos medicamentos en estos síntomas. La ingesta de un inhibidor de la bomba de protones (pantoprazol 20mg) de forma preventiva (3 días anteriores a la carrera) reduce de forma significativa la aparición de sangrado gastrointestinal en corredores de ultramaratón (Thalmann, et al., 2006). Por otra parte, el empleo de H2 bloqueantes podría reducir la incidencia de reflujos y náusea (Simons & Kennedy, 2004). La ingesta de probióticos (Lactobacillus rhamnosus GG) no tiene incidencia en el número de síntomas del sistema gastrointestinal en maratonianos, pero sí en la duración de los mismos, reduciendo la duración de los síntomas en las dos semanas posteriores a la disputa de una maratón (Kekkonen, et al., 2007). Sin embargo, la ingesta de ibuprofeno puede incrementar la permeabilidad intestinal y conducir a molestias gastrointestinales durante ejercicios de larga duración (Smetanka, et al., 1999).

                                                                             Conclusiones

Como conclusión, hemos constatado que los síntomas gastrointestinales son frecuentes en los corredores de larga distancia, especialmente la urgencia por defecar y la diarrea. Un buen nivel de entrenamiento, adaptando el organismo a las exigencias del deporte es, junto a la alimentación y la hidratación, la mejor forma de prevenir o minimizar esta sintomatología. No obstante, aunque puede afectar al rendimiento deportivo, suele ser transitoria y no afectar seriamente la salud del deportista.
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