quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Violência no esporte !



Há momentos na vida pessoal ou na vida em sociedade em que tudo o que fermenta, tudo o que incomoda, tudo o que faz mal, vem à tona, aflora à consciência. Alguma coisa acontece e faz com que aquela semente não se conforme mais com a terra.

O detonador desse processo catártico pode ser algo de grande magnitude, cuja ocorrência por si justifica a reação e pode ser algo pequeno, cuja verificação, se analisada isoladamente, não explica o movimento.
Seria difícil dizer se uma briga entre torcidas ocorrida em agosto de 1995, no Estádio do Pacaembu, com a morte de um torcedor, foi a mais violenta, a mais cruel, a mais carregada de ódio entre pessoas que não se conhecem. Ou se foi o acontecimento mais chocante em termos de violência relacionada ao esporte.

Pode até não ter sido. Talvez a presença maciça da polícia em outros momentos, ou a maior importância de outros jogos, tenha entorpecido o conhecimento dessa realidade que não é de agora. Ou talvez nos estivéssemos acostumando à convivência dessas idéias aparentemente antinômicas, dessas realidades à primeira vista antagônicas: violência e esporte.

O certo é que com aquele fato a sociedade acordou e disse BASTA! A cidadania cobrou providências imediatas. Quis o fim da impunidade. Por falta de reflexão anterior, exigiram-se medidas de qualquer natureza. Quanto mais radicais, melhor. Algumas que, se implementadas, inviabilizariam a sua própria razão de ser, ou poriam em risco a cidadania que reclamou e se diz desprotegida. Ninguém há de querer o fim do esporte, ou a imposição às praças de futebol da calma dos cemitérios.

Novas leis. Será necessário? Mais ousadia? Mais criatividade? O que se quer da Polícia? O que se espera da família? Da media? Dos clubes? Da escola? Da Federação? Da própria sociedade?

O que se quer é o fim do medo. É poder torcer, vibrar, inconformar-se, sem ser punido pela cruel lógica de não ser da mesma torcida do agressor potencial. O que se quer é poder sair do estádio, rindo ou sofrendo conforme o resultado, sem a agonia de fugir da violência anônima, vestida de "gang" uniformizada.
Como chegar, ou voltar a isso?

Essa é a razão de ser deste livro, neste momento de catarse.

As idéias fermentam. Aqui tem seu entrechoque.

As propostas se multiplicam e se contradizem. Aqui ocorre seu debate. Várias providências já foram adotadas. Há outras por implementar.

Este é um foro da cidadania. Vários setores organizados da sociedade terão suas idéias e propostas documentadas para reflexão das autoridades, do Congresso Nacional, e de quem mais se interesse, enfim, em fazer do esporte uma questão de cidadania, banindo a violência que lhe é estranha.
Pela alegria, contra a violência. É a proposta.

A violência e a questão legal

A violência no esporte é uma das faces da violência cotidiana na sociedade. O esporte que, em tese, deveria ser a sublimação da violência passou a ser a própria forma de manifestação desse fenômeno da violência. Os estádios passaram a ser mais conhecidos como espaço de violência, que palco de acontecimentos esportivos. Como reverter tal quadro?

Impunidade

Hoje, quando se começa a falar em aspectos jurídicos, vem imediatamente à tona a tentação de editar NOVAS LEIS. De preferência penais. De preferência, com penas mais rigorosas.

Esse vício de querer transformar o direito penal em bicho pap‹o, o recurso ao direito penal simbólico, na realidade esconde o fenômeno real, a questão da impunidade. Nossas leis bastam. É necessário aplicá-las. Confira-se o elenco de condutas prevista em nosso Código Penal: homicídio (art.121); lesão corporal(art.129); rixa(137); ameaça(art. 147); dano (art. 163); incêndio(art. 250); explosão(art.251); arremesso de projétil(art. 264); incitação ao crime(art. 286); bando ou quadrilha(art. 288 ).

As penas são severas. As inferiores a um ano podem ser substituídas pelas penas restritivas de direitos: limitação de fins de semana, interdição temporária de direitos e prestação de serviços à comunidade.
Assim é possível se falar em cerceamento ao direito de assistir a jogos, prestação de serviços à comunidade no horário do futebol etc. Há apoio legal para tanto. Isto em relação aos maiores de idade.

No que toca aos menores, praticado o ato infracional, as medidas sócio-educativas vão da advertência a regime de semi-liberdade, da obrigação de reparar o dano e da prestação de serviços à comunidade à internação em estabelecimento educacional, por tempo indeterminado, até três anos. São disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O que tem faltado é vontade de aplicar as leis. Esse é o fenômeno a ser enfrentado.

Responsabilidade

Várias providências já foram adotadas. O cadastramento de torcedores. O incentivo ao comparecimento de famílias. A proibição de identificação de torcidas uniformizadas. São medidas enérgicas a serem mantidas. Há outras providências por adotar.

- Os grupos organizados de torcedores foram criados e incentivados pelos clubes e por eles muitas vezes financiados e prestigiados. A sociedade passa a exigir que nos regulamentos dos campeonatos se insiram cláusulas de punição aos clubes cujas torcidas provocarem manifestações de violência (episódios limite) a critério de um colegiado formado pela sociedade civil. Isto mesmo que a manifestação não tenha influído no resultado do jogo (caso em que a responsabilidade já existe).

- Parte da arrecadação dos jogos deve ser destinada a um fundo para vítimas de violência no esporte e para campanhas de cunho pedagógico. Não será nenhum prejuízo. Basta cercar a evasão de renda.
- Grande preocupação deve cercar a constituição de torcidas organizadas. As que incluírem ritos de iniciação ilegais, incentivo à violência por atos ou símbolos, caracterizam conduta prevista em lei como ilegal e devem ser extintas por ação judicial. Seu patrimônio deve ter o destino acima referido.

Educação

O problema não é só de repressão/prevenção, ou de impunidade/responsabilidade. O problema é também de memória. Quanto tempo durará essa campanha na "média"? Quanto tempo a sociedade militará nessa discussão, hoje diária? Nós precisamos constituir o que CANETTI chamou de massa de inversão. Manter à tona nossa inconformação com a violência no esporte, de forma ativa. Movimentos desse tipo, conduzidos por entidades não governamentais, cercearam situações de violações aos direitos humanos, derrubaram ditaduras. Porque não o mesmo contra a violência?

Assim, deve ser cobrado aos clubes, às torcidas que remanescerem, à imprensa, à sociedade em geral, campanhas massivas contra a violência. A cada espetáculo de futebol, algo deve ser feito, como parte do espetáculo, como requisito da apresentação esportiva, contra a violência, pela volta da alegria. Esse processo educativo vai exigir a reflexão de quantos conviverem com a prática esportiva.

O Respeito à Cidadania

O critério de todas as providências adotadas é a preservação do espetáculo e dos direitos da cidadania. Grande esforço deve ser feito para preservar as garantias dos cidadãos, sem prejuízo da contenção da violência.

A Recuperação do Futebol

Algumas considerações devem ser dedicadas à organização e às regras dessa coisa burocratizada que ainda nos atrai, embora menos do que antes, e que responde pelo nome de futebol.

O que existe hoje incentiva a "cera", a contenção contra o ataque, as paralisações em desfavor do tempo corrido, a burocracia contra a arte, a onipotência do juiz, o desprezo a conquistas técnicas da modernidade, o desprestígio do gol.

Voltar a chamar a atenção para o que ocorre no campo, recriando o futebol como algo atraente, não traria de volta torcidas que fossem a campo à busca apenas de jogo?

Solidariedade

Concluo. Se o esporte já serviu a ditadores e a ditaduras, também nos deu grandes lições de solidariedade, dentro e fora do campo. Grandes causas já receberam a adesão de clubes, esportistas e torcidas. A anistia. O fim dos desaparecimentos forçados. A democracia. A paz. Faixas, cartazes e bandeiras que cruzaram o mundo, denunciando, lembrando, exigindo, via satélite.

A mesma criatividade que fez nascer práticas esportivas cujo sucesso está na solidariedade entre os jogadores de um time, deve patrocinar ações que restabeleçam a alegria e determinem o fim da violência entre as torcidas.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Maratona de São Paulo muda de data e frustra maratonistas!


Frustrados e desanimados. É assim que os corredores que iriam encarar a 19ª Maratona Internacional de São Paulo estão se sentindo após o anúncio que adiou a prova em quase seis meses. Alegando mudanças estratégicas, a organização comunicou em seu site oficial que os 42 quilômetros de São Paulo passariam do dia 28 de abril para seis de outubro. Quanto ao percurso, a maior alteração acontece na largada e chegada, que acontecerão na região do Parque Ibirapuera.

Maratona Internacional de São Paulo será somente no início de outubro

Porém, para Paulo Augusto Viana dos Santos o percurso poderia continuar sem alterações, desde que a data inicial não tivesse sido alterada. “Não é fácil substituir essa maratona por outra. As opções são limitadas”, afirma.

E o metroviário tem razão. Já em seu pico de treinamento, as opções são restritas, pois a única maratona que ocorrerá entre a última semana de abril e primeira de maio será a de Brasília. “Estou perdido com o meu calendário. Essa seria a minha quarta Maratona de São Paulo, mas não acho que vou correr essa prova em outubro”, lamenta.

Daniela Braz é outra amadora que engrossa o discurso de Santos. Para a corredora, que já iniciava os seus longões a única alternativa será ir para os 42 quilômetros do Rio de Janeiro. Para isso, ela afirma que terá de prolongar os treinos e também encurtar as despesas, já que ela está se preparando para casar.

“Para não jogar no lixo o que já alcancei, vou ter que gastar mais e ir para o Rio. Mas eu não corro mais a Maratona de São Paulo enquanto a Yescom estiver organizando. Não é a primeira vez que eles alteram datas de provas. Eles não têm respeito com amadores”, reclama a editora de textos.

Em cima da hora- Outro corredor amador que também não ficou satisfeito foi Antonio Colucci. O blogueiro do Webrun afirma que precisará rever seu calendário de provas, já que a nova data da corrida paulistana fica próxima aos dias em que os quilômetros de Florianópolis e Buenos Aires acontecerão.

Essa alteração de datas não gera prejuízos somente para os atletas que não compõem a elite do field. Segundo Nelson Evêncio, maratonas relevantes, como as de Nova York, Berlim e Londres têm datas pré-agendadas e dificilmente elas são adiadas.

colunista do Webrun ainda lembra que mudanças tão próximas da data do evento trazem consequências que podem prejudicar a temporada de um corredor. “Um atleta de elite tem seu ganho baseado em visibilidade e se ele não corre um prova, ele não é visto e tem prejuízos”, analisa.

Evêncio ainda afirma que também há a perda de motivação. “Um fundista de longa distância consegue atingir o ápice da forma física duas vezes no ano e esse auge dura cerca de 45 dias. Se toda uma preparação é jogada no lixo, isso gera desmotivação para os próximos treinos”, explica.

Clima ruim- Além disso, o presidente da Associação dos Treinadores de Corrida enfatiza que as condições climáticas em outubro são piores para provas de longa distância. “Durante o período de treino, que será em agosto e setembro, São Paulo tem ar muito seco. Já em outubro, o clima é mais quente do que em abril, o que vai deixar a prova ainda mais difícil.”

O treinador ainda lembra que provas do calendário WMM (World Marathon Majors) também acontecem no terceiro trimestre, o que torna difícil a vinda de maratonistas olímpicos para a capital paulista. “Essa é uma prova que não tem crescido e eu não vejo a alteração da data como uma boa iniciativa. Vejo que as pessoas se sentiram traídas”, afirma.

Em nota, a Yescom via sua assessoria de imprensa, informou que a maratona foi adiada conforme previsto no regulamento. Sendo assim, a organização não ressarcirá despesas relacionadas ao evento. Para mais informações, os inscritos devem procurar a seção Fale Conosco no site da prova.

Minha opinião de corredor  :

Adoraria correr esta prova , estava no meu calendário, mais infelizmente as coisas não acontecem como a gente quer , pena ,que pena pois na nova data ira acontecer a Mountain Do Campos de Jordão e já estou no clima dela , fica para próxima !

Professor Esp. Rodrigo Faria - Taubaté-sp

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Cuidados com corrida no calor.




A corrida de rua é um dos esportes mais saudáveis e acessíveis que diminui o estresse e melhora a qualidade de vida. Por isso, é cada vez maior o número de adeptos à modalidade. Mas é uma atividade física que exige do corpo e alguns cuidados são necessários. Quatro especialistas de diferentes áreas da saúde explicam os benefícios e os cuidados na pratica do esporte.


Sistema cardiovascular

De acordo com Reginaldo Cipullo, cardiologista, a prática do esporte pelo menos quatro vezes por semana ajuda a reduzir o colesterol ruim (LDL colesterol), melhora o colesterol bom (HDL colesterol) diminui os níveis de glicose e da pressão arterial e melhora o desempenho cardíaco. “O exercício físico regular faz o coração trabalhar melhor trazendo inúmeros benefícios para a saúde ”, afirma o médico.

Em dias quentes, a perda excessiva de potássio pode levar a arritmias cardíacas, além disso, há o risco de vasodilatação excessiva, que pode causar hipotensão e desmaios, principalmente se estiver associado à um quadro de desidratação. 

Antes de começar a praticar um esporte, é importante fazer uma avaliação física do indivíduo e durante os treinos é preciso manter-se hidratado. A dica do médico para quem está começando a correr é iniciar a prática esportiva gradativamente.

Proteção dos olhos

Em dias ensolarados o atleta pode sentir fotofobia. Para quem corre e faz caminhada ao ar livre é importante o uso dos óculos escuros, pois eles proporcionam maior conforto em ambientes com muita luminosidade, além de proteger contra vento e poeira.

“O tipo ideal de óculos de sol é o que tenha proteção 100% contra os raios ultravioletas. Outras características na hora da escolha são: a resistência das lentes, o uso de materiais leves e a boa fixação no rosto, evitando que eles escorreguem durante a atividade física”, afirma Gustavo Seibin Takahashi, oftalmologista.

Durante treinos e provas de corrida não existe contra-indicação para quem usa lentes de contato, mas é importante os cuidados básicos na conservação e limpeza das lentes.

Proteção de pele

“A corrida é um esporte que produz muito suor e por esse motivo é fundamental que a aplicação de filtro solar aconteça cerca de 20 minutos antes da atividade e a cada 2 horas ou após transpirar nas áreas expostas ao sol”, afirma Márcia Grieco, dermatologista.
Durante os treinos o ideal é evitar o sol entre 10h da manhã e 4h da tarde. Pessoas com a pele mais clara e com tendência às sardas devem ter maior cuidado, pois possuem menor proteção natural (melanina) que protege de radiações UVA e UVB. Atualmente existem inclusive camisetas e bonés com FPS 50, no tecido são adicionados dióxido de titânio e poliamida, que blindam a passagem do sol.

Hidratação e alimentação

Nesta época do ano os cuidados com a alimentação e hidratação do atleta são fundamentais. Segundo Bruna Iasi, nutricionista, alimentos muito gordurosos, como frituras e carnes gordas devem ser evitados antes e depois da corrida, pois dificultam a digestão.
A desidratação pode levar à queda de rendimento, além de provocar a interrupção do treinamento por dores, câimbras, desmaios e em casos graves à hiponatremia (baixo nível de sódio no sangue), ao coma e até mesmo à morte. “Por isso, a importância da hidratação antes, durante e depois da atividade física”, explica a nutricionista.

Sugestão de cardápio para treinos e provas de corrida no verão

Antes:

• Consumir alimentos ricos em carboidratos (exemplos: pão integral, aveia, arroz, macarrão, maçã e laranja) entre 1h30 e 30 minutos antes do treino.
· Evitar consumo de açúcares simples (exemplos: açúcar de mesa, bolos, biscoitos e doces) e alimentos muito gordurosos (exemplos: frituras, carnes gordas, creme de leite).

Durante:

• Beber 200ml de água gelada a cada 20 minutos de atividades físicas.
• Bebidas isotônicas são ricas em eletrólitos e mais indicadas para atividades físicas acima de 1 hora de duração.
• A ingestão de carboidratos durante o treino ou competição melhora o desempenho e pode retardar a fadiga. O carboidrato em pó (maltodextrina) ou em gel são as melhores opções para esta reposição energética.

Depois:

• Hidratar-se mesmo após o término das atividades físicas para compensar a perda de água pelo suor.
• Alimentar-se em até 1 hora após o treino para uma boa recuperação.
• Consumir uma fonte de carboidrato associada à uma fonte de proteína (exemplos: pão integral com queijo branco, arroz com frango grelhado e iogurte com aveia).


Fonte: http://www.oncomedica.com.br


Corrida vira hobby para atletas da Melhor Idade.


 



A prática da corrida de rua virou uma mania para gente de todas as idades. Mas uma turma vem se destacando pela resistência e exemplo de superação na busca de uma vida mais saudável. São os atletas que já passaram dos 50 anos, participando cada vez mais desta atividade física saudável em que podemos praticar em qualquer lugar onde estivermos tornando-os assim indivíduos mais saudáveis e melhorando assim sua qualidade de vida.
Aproveite você que e comece a correr hoje mesmo, mais não se esqueça de procurar seu medico antes e um Educador Físico e bons treinos!

Em algum lugar do mundo correndo.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Você prefere Treinar ou ficar nessa!



                         

                  TREINAR 


                          OU



      FICAR NESSA 

                          

VOCÊ DECIDE !

Paraquedas para resistência em corridas , qual sua Função no Treinamento !


Quando o atleta precisar correr um percurso trabalhando e aprimorando juntas a aceleração, velocidade final e a propriocepção, este é o equipamento certo!







Treinamento de velocidade


O objetivo deste produto é  treinar a aceleração do atleta, bem como aumentar o período de tempo em que ele mantém sua velocidade final durante o sprint. Para que isso aconteça, é preciso haver coordenação motora, aceleração crescente e, principalmente, constância na velocidade final.


IMPORTANTE! 

NÃO É UM EQUIPAMENTO PARA PRATICAR UM TREINAMENTO DE FORÇA E RESISTÊNCIA, COMO O CINTO DE TRAÇÃO, MAS SIM UM TREINAMENTO DE VELOCIDADE E ACELERAÇÃO!

Bons Treinos!

Atividade física: prazer ou obrigação?


O hábito de fazer exercício físico é uma tarefa complicada para milhares de pessoas. E encarar a atividade com um pouco de prazer e não obrigação  ajuda num melhor resultado.
Os benefícios são muitos e ajudam a melhorar as condições de pessoas momentaneamente debilitadas e quando continua e programada resulta no ganho de força física além de ajudar na regularização das substâncias relacionadas ao sistema nervoso.
Em pesquisa realizada pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) apenas 10% da população brasileira pratica atividade física com regularidade, sendo a maioria homem.
A maioria das pessoas usa como desculpa a falta de tempo e dinheiro, mas nem sempre praticar exercícios físicos significa gasto. O ideal é você praticar caminhadas, começando devagar, até pegar o ritmo e a resistência, depois vai aumentando o tempo e a velocidade, o ideal vai de 30 a 60 minutos.
Ainda sem nenhum equipamento, pode ser feitos exercícios que ajudam a ganhar músculos e resistência:
•Flexão de braço ou marinheiro
•Agachamentos livres
•Abdominais
•Polichinelos
•Alongamentos
•Exercícios de Yoga
E se houver disponível um parque, é possível também fazer barras, paralelas, argolas entre outros. Esses exercícios, se feitos com regularidade, são suficientes para deixar a saúde em dia e o corpo em forma.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Combustível da musculação - Proteína, carboidrato e gordura.





Essa é o tipo de pergunta que ainda recebo com certa freqüência. A gente ainda encontra artigos na Internet falando que durante os exercícios aeróbios o principal combustível do corpo é o carboidrato e só depois de 30 minutos o corpo gasta gordura. Qual seria o tempo máximo de exercício aeróbio de media intensidade sem que haja perda de massa magra e sim perda de gordura? Posso fazer musculação e exercício aeróbio sem perder músculo?

Esse é mais um mito que infelizmente ainda ronda o mundo da atividade física. O corpo não tem uma espécie de torneirinha que abre e fecha para gastar mais ou menos carboidratos com “x” minutos e depois fecha para gastar gordura como apregoam por aí dizendo que o corpo só começa a gastar gordura depois de 30 minutos. Ledo engano. Em princípio no início de um exercício aeróbio o corpo usa mais carboidrato do que gordura mas cada um tem seus limites na medida em que são mais ou menos treinados. Depois de certo tempo, variável para cada um, o corpo começa a gastar mais gordura, mas em determinado tempo passa a economizar também a gordura, por assim dizer, a título de preservação dos órgãos vitais e vai buscar combustível na proteína muscular induzindo um processo conhecido por catabolismo que é a perda de massa muscular. Talvez seja essa a razão dos maratonistas não adeptos à musculação serem tão magros. E como sempre comento e defendo é importante encontrar tempo para incluir pelo menos duas vezes na semana o treino de musculação ou fazer junto na mesma seção. Mais músculo representa mais oferta de proteína como combustível, menos sofrimento e menos lesões. Mais músculos não prejudica a velocidade da corrida como ainda justificam alguns corredores para não fazer musculação.

É preciso sempre estabelecer qual é o objetivo. Se for emagrecimento as duas atividades são bem vindas em qualquer ordem porque o valor nessa questão é o balanço calórico negativo. Ou seja, a ordem é queimar calorias. É preciso ainda lembrar que a própria musculação por si só também emagrece contribuindo não só com a diminuição do percentual de gordura como também o aumento da massa muscular e a explicação é simples. Os exercícios de metabolismo anaeróbio como a musculação, emagrecem na mesma proporção. A diferença é que na hora do exercício o corpo utiliza o glicogênio muscular como principal fonte de energia. Depois tem que repor e vai buscar nas gorduras proporcionando o emagrecimento. O Dr. José Maria Santarém, uma das autoridades no assunto cita em um de seus artigos que os exercícios anaeróbios propiciam emagrecimento justamente no período pós-exercícios.

Outro fato é que o aumento da massa muscular acelera o metabolismo basal fazendo em longo prazo o corpo gastar mais energia parado. De fato. Os fisiculturistas têm percentual de gordura tão baixo quanto atletas de resistência. Portanto, para emagrecer, tanto faz o cliente ir para a esteira ou bicicleta ergométrica antes, depois da musculação ou mesmo dividir aeróbio antes e depois.

Agora, quando o objetivo for musculação visando hipertrofia ou desenvolvimento da força, o questionamento pode mudar. Vai depender muito da intensidade e duração da atividade aeróbia antes ou após a musculação. As pesquisas mostram resultados, até benéficos, quando essa atividade não passa de 20 minutos com uma intensidade baixa de 40 a 60% da Freqüência Cardíaca Máxima. Uma intensidade mais alta ou duração maior, a solicitação motora pode ser contraditória ao desenvolvimento da força ocorrendo o que se conhece em Fisiologia por catabolismo. Existem trabalhos comparando atividade aeróbia de 20 com 40 minutos sendo favorável à primeira hipótese. Veja as conclusões de estudos de treinamento simultâneo citadas por Fleck, 99: 

1) A força muscular pode ser comprometida, especialmente em ações musculares de alta velocidade, pela execução de treinamento de endurance de alta intensidade. 

2) A potência muscular pode ser comprometida pela execução simultânea de treinamento de força e de endurance. 

3) O desempenho anaeróbio pode ser negativamente afetado pelo treinamento de endurance de alta intensidade. 

4) O consumo máximo de oxigênio não é comprometido pela ação simultânea de treinamento de força e endurance. 

5) A endurance não é afetada negativamente pelo treinamento simultâneo. Portanto, está na hora de tentarmos acabar com esses mitos de emagrecimento.

Força a resistência e a velocidade são capacidades motoras fundamentais para corredores e não corredores.



Apesar de a corrida rústica ser uma das atividades físicas que mais recebeu adeptos nos últimos anos o que mais a gente ainda percebe numa chegada de qualquer prova, seja na distância que for, são corredores que não se prepararam adequadamente para o evento. Se a corrida é de 5 km pelo menos um terço dos participantes chega visivelmente sofrendo quando não, se arrastando. Parece que correm de improviso. Ou seja, é aquele indivíduo que corre 10 ou 20 minutinhos devagarzinho na esteira e acha que 5 km qualquer um faz. Não é bem assim. Para treinar para qualquer corrida menor que a maratona com seus 42,195 km é preciso ter feito a distância pretendida pelo menos uma vez em treinamento. 

Engraçado é que se vamos assistir uma corrida de 10 km ou mesmo a Meia Maratona vamos encontrar a mesma situação. Ora! Aquele indivíduo que chega se arrastando na Meia Maratona é o mesmo que se arrastou na corrida de 5 km. Só que agora ele treinou uns 10 ou 12 km e achou que poderia se aventurar nos 21 km. A história se repete exatamente porque essa parcela de corredores está sempre “achando”. Treinamento físico não tem “achismo”. Apesar de a corrida ter evoluído tanto parece que muita gente ainda não treina direito. Já citei em artigos passados que a quilometragem semanal não deve ser aumentada mais do que 5%. Ou seja, se o indivíduo está correndo 5 km na semana seguinte deve passar para mais 250 metros. Pode parecer pouco, mas é uma regra de segurança. A maioria quer logo passar para 6 km. Ora, isso significa 20% a mais de uma semana para outra e o fantasma da lesão começa a rondar. Se estiver correndo 6 km e um amigo o chama para uma prova de 10 km ele vai e se dá mal. Claro, são quase 60% a mais.

A Resistência

A capacidade de sustentar uma determinada velocidade o maior tempo possível é definida como resistência e isso envolve uma série de adaptações fisiológicas atreladas tais como pulmonar, cardiovascular e a neuromuscular. Existem tradicionalmente duas formas de melhorar essa capacidade com variáveis distintas: volume e intensidade. O volume aumenta-se gradativamente a quilometragem semanal na base dos 5% citado acima mantendo uma velocidade confortável. A intensidade é com o treinamento intervalado cuja característica principal é usar estímulos fracionados numa velocidade igual ou superior aos de uma competição. Se quisermos melhorar o desempenho numa determinada prova temos que estar correndo a distância e fazer os intervalados com velocidades acima da média pretendida de forma adequada à quilometragem da competição. Partir para o intervalado sem ter feito volume que é a base é dar chance ao azar e às lesões. Esse é também o princípio da evolução da força física e da hipertrofia. Para melhorar a força temos que trabalhar com cargas ligeiramente superiores à capacidade do músculo para promover adaptações, mas não sem antes preparar a musculatura com volume adequado.

Atletas de alto nível precisam desenvolver diversas capacidades motoras, entre elas a força, a resistência e a velocidade que na verdade são interdependentes. Maratonistas que utilizam treinamento de força e potência obtêm economia de consumo de oxigênio durante a prova e a execução do gesto esportivo fica mais fácil cruzando a linha de chegada visivelmente menos cansados. Ou seja, a velocidade depende da capacidade de resistir e resistência depende de um músculo mais forte.

Nós que não somos atletas profissionais que conclusões podemos tirar disso para as nossas corridinhas informais e nosso dia a dia? Fazendo uma analogia com o automóvel a tecnologia aplicada na fórmula 1 um dia chega aos nossos automóveis melhorando a qualidade e a segurança. Qualquer corrida que pretendemos fazer seja de 5 km ou maratona temos que treinar força resistência e velocidade nas devidas proporções para não chegar sofrendo. No nosso dia a dia também precisamos dessas capacidades motoras bem desenvolvidas para realizar as atividades funcionais e o trabalho se tornar mais fácil de realizar. Assim como na citação inicial falei dos corredores que chegam visivelmente cansados numa corrida de 5 km por não terem treinado adequadamente uma dona de casa ou qualquer trabalhador chega ao final do dia super cansado por não fazer atividade física regularmente. Com o avanço da idade essas capacidades motoras são cada vez mais importantes.
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