sexta-feira, 31 de maio de 2013

Dia Mundial Sem Tabaco.


Em 31 de maio é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data criada pela Organização Mundial da Saúde(OMS), em 1987. Este ano o tema escolhido é “A Interferência da Indústria do Tabaco”. Com foco também nos danos que a produção e o uso de tabaco provocam no meio ambiente, na exploração do trabalho infantil e nas consequências do fumo passivo, o tema no Brasil é “Fumar: faz mal pra você, faz mal pro planeta”.




Segundo pesquisa feita em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto do Câncer (Inca), Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aproximadamente 25 milhões de brasileiros com mais de 15 anos fumavam derivados de tabaco. Apesar de 93% dos fumantes declararem ter ciência dos males do fumo e 67% ter percebido campanhas antitabaco nos meios de comunicação, apenas 52% tinham planos de parar e só 7% queriam por a ideia em prática no mês seguinte à pesquisa. Entre o total de fumantes, cerca de 85% consumiam tabaco diariamente, sendo que 33% fumavam, em média, de 15 a 24 cigarros por dia.



A pesquisa mostrou ainda que homens fumantes de tabaco industrializado gastavam cerca de R$ 89,27 por mês com cigarro e mulheres R$ 62,80. Com base nesses dados é possível calcular que em um ano um casal de fumantes despende aproximadamente R$ 1800,00. Com essa quantia, atualmente, é possível comprar uma TV LCD de 32 polegadas e uma máquina de lavar roupa de até 10kg.  Em março de 2012, a Fundação Mundial do Pulmão informou que, em 2010, as seis principais fabricantes de produtos de tabaco do mundo tiveram lucros de US$ 35,1 bilhões, o equivalente ao faturamento da Coca-Cola, da Microsoft e do McDonald`s juntos.



Segundo a OMS, a cada ano cerca de 5 milhões de pessoas morrem por fatores atribuídos ao tabaco. A estimativa é que em duas décadas o número aumente para 8 milhões, com 80% dos óbitos em países com menor renda. A OMS alerta: “O tabaco mata mais que tuberculose, Aids e malária juntas”. No Brasil, de acordo com dados de 2012 do Inca, 11% das mortes do país são atribuíveis ao tabaco. Entre as provocadas por câncer de pulmão, traqueia e brônquios, 72% deve-se ao tabagismo.



De acordo com o Inca, a plantação de fumo contribui para 5% do desmatamento em países em desenvolvimento e quase metade dos produtores, geralmente agricultores familiares, tem sintomas associados ao uso de substâncias químicas, como dor de cabeça persistente e vômito. Além das 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia e monóxido de carbono (o mesmo emitido por automóveis) liberadas no meio ambiente quando um cigarro é aceso, os filtros descartados de forma inadequada demoram cerca de 5 anos para se decompor, podendo matar peixes, animais marinhos e aves que ingerem nosso lixo acidentalmente – pontas de cigarro correspondem de 25 a 50% do lixo coletado em ruas e rodovias. Outros problemas são a alta incidência de incêndios provocados por pontas acesas e o uso de mão-de-obra infantil, capaz de alterar até mesmo o calendário escolar de algumas regiões produtoras de fumo.



João do Pulo é homenageado com quadro no Instituto Memorial do Salto Triplo


Quadro feito por Giuseppe Ranzini retrata recorde mundial de João do Pulo no salto triplo em 1975

Divulgação

O Instituto Memorial do Salto Triplo (IMST) contará a partir do próximo sábado com um quadro em homenagem a João do Pulo, duas vezes medalhista olímpico na prova. A obra, feita por Giuseppe Ranzini, está atualmente em exposição na mostra “Atletas negros que marcaram o século XX”, no Hotel Mercure em São Paulo.


No quadro, o artista brasileiro representa João do Pulo no salto em que anotou o recorde mundial do salto triplo durante os Jogos Pan-americanos de 1975, na Cidade do México, competição em que conquistou a medalha de ouro. O atleta nacional foi bronze na prova nos Jogos Olímpicos de Montreal-1976 e Moscou-1980.



"Receber o quadro de um dos maiores atletas brasileiros de todos os tempos não tem preço. Nosso acervo ainda é pequeno, mas a cada ano recebemos mais objetos e memórias que retratam o salto triplo e seus ícones. O IMST foi criado para preservar a prova que mais rendeu medalhas olímpicas ao País”, disse o presidente da entidade.



Na mostra no Hotel Mercure, Adhemar Ferreira da Silva, ouro nas Olimpíadas de Helsinque-1952 e Melbourne-1956, também ganhou uma obra. Maurren Maggi, campeã do salto em distância em Pequim-2008, foi convidada de honra da exposição.



"Espero, um dia, ganhar uma obra como essa. São exposições que marcam a história do nosso esporte e todos devem prestigiar", afirmou a atleta.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Duathlon Amub 2013.


Dica de hoje : A Mecânica Básica da Corrida.


Correr difere de caminhar pelo seguinte, ao correr, o atleta mantém somente um dos pés em contato com o chão o tempo todo. Entretanto, tanto nos eventos de caminhada quanto de corrida, o atleta precisa manter uma postura equilibrada e ereta. A fórmula para eventos de corridas de distância e de velocidade segue os mesmos princípios básicos. Entretanto, em eventos de distância, o movimento dos joelhos e a sustentação dos braços são menores. Esta seção fornece diretrizes gerais para a mecânica da corrida. Detalhes mais específicos e técnicos são encontrados nas seções de velocidade, moderação e longa distância.
 
Corredor de Velocidade Corredor de Distância
Corredor de Velocidade Corredor de Distância
  1. O atleta controla sua velocidade a partir da força aplicada a cada impacto de seus pés.
  2. Quanto mais rápido o impacto dos pés no chão, mais rapidamente corre o atleta.
  3. Ao correr com rapidez, o calcanhar precisa elevar-se próximo às nádegas.
  4. A rotação da perna e o comprimento dos passos determinam a velocidade em que o atleta corre.
 
Ficar em Forma Adequada para a Corrida
 
 
Posição Ereta 
  1. Adote a posição Ereta com seu tronco e cabeça bem acima dos quadris.
  2. Deixe os braços soltos nas laterais ao longo do corpo.
  3. Feche as mãos suavemente com os dedões para cima.
  4. Incline-se levemente para frente, dobre seus tornozelos até que o peso do corpo esteja centrado nas bolas dos pés.
  5. Dobre os braços; traga as mãos à parte de cima dos quadris, formando 90 graus de ângulo entre os braços de baixo e de cima.
  6. Mantenha a cabeça em uma posição neutra, olhando para frente, com os músculos da face relaxados.
 
 
Elevando os Joelhos/Movimentando os Braços

  1. Eleve o calcanhar e dê um impulso a partir da bola do pé.
  2. Dobre a perna na altura do joelho e movimente-a para frente.
  3. Traga o pé para frente abaixo do joelho.
  4. Toque o chão com a bola do pé trazendo o pé sob o corpo.
  5. Balance os braços para frente e para trás sem o auxílio dos músculos dos ombros.
  6. Paralise as mãos na linha mediana na parte superior do torso, e por trás do quadris abaixo, reduzindo levemente o ângulo no movimento acima e estendendo-o suavemente ao movimentar-se para baixo.
 

Gráfico de Faltas e Posições

 
ErroCorreçãoReferência de Treino/Teste
Atleta não está correndo em posição ereta.É necessário certificar-se de que a perna em movimento esteja completamente estendida (alongada).Saltos e passadas.
 

Dicas de Treinadores para Corridas Básicas – Em um Piscar de Olhos

Dicas de Treinos

  1. Demonstre a posição Ereta, enfatizando o relaxamento dos ombros e braços.
  2. Faça com que o atleta ande a passos rápidos com as bolas dos pés.
  3. Enfatize o impacto dos pés no chão sob o corpo do corredor, não a frente dele.
  4. Faça com que o atleta corra em sua direção para certificar-se de que seus ombros fiquem paralelos ao chão e que a parte superior do corpo não vire para frente e para trás.
  5. Faça vários trabalhos básicos de exercícios de corrida.
  6. Incentive os atletas a treinarem de 2 a 3 dias  no mínimo.
  7. Seja paciente.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Propriocepção ajuda prevenir lesões em corredores.



A técnica da propriocepção consiste em trabalhar a função neuromotora do atleta por meio do desequilíbrio articular, estimulando a musculatura a se adaptar ao estresse.



A propriocepção é um método de exercício fisioterapêutico muito utilizado na recuperação de corredores que sofreram algum tipo de lesão nos membros inferiores - como é mais comum na prática. A técnica consiste em trabalhar a função neuromotora do atleta por meio do desequilíbrio articular, estimulando a musculatura a se adaptar ao estresse.De que de alguns anos para cá a propriocepção também tem sido utilizada como forma de prevenção, minimizando os riscos ou mesmo a gravidade de lesões.


"Há dois ou três anos os exercícios de propriocepção só eram realizados para recuperação de atletas lesionados, porém hoje é mais comum sua utilização como forma de prevenção. As grandes assessorias já fazem esse tipo de trabalho. Ele ajuda, por exemplo, a impedir que um atleta perca um período longo de preparação por conta de uma lesão que poderia ter sido evitada ou amenizada com a propriocepção". 


No caso dos corredores, o trabalho é mais focado nas articulações dos tornozelos e joelhos. O treino proprioceptivo, também conhecido como neuromotor, estimula o desequilíbrio da articulação utilizando acessórios que simulam uma superfície instável para apoio do atleta, como cama elástica, colchonete ou caixa de areia. "Essa superfície instável gera uma instabilidade na articulação, o que faz com que a musculatura tente se equilibrar. Como consequência, esse estresse irá otimizar a resposta do sistema nervoso central". 


Dessa forma, o atleta estará mais bem preparado para situações como quando pisa de modo errado ou em um buraco, pedra ou outro objeto que comprometa sua estabilidade durante a corrida. "A propriocepção treina a musculatura para prevenir ou minimizar a entorse, pois o tornozelo se adapta à situação de estresse", dizendo que o mesmo acontece em relação à articulação do joelho. "Em suma, o método consiste em treinar a instabilidade da articulação para conseguir estabilidade". 


O fisioterapeuta ressalta que o treino de propriocepção deve ser orientado por um profissional, que irá fazer um estudo de biomecânica e avaliar como se porta o joelho e o tornozelo do atleta durante a corrida. Como prevenção, é normalmente realizado de duas a três vezes por semana no início. Depois se faz a manutenção uma vez por semana, que o atleta pode realizar em uma academia ou parque. Para um melhor resultado, acrescenta Bosio, o ideal é realizar exercícios de propriocepção junto ao trabalho de fortalecimento muscular. 

domingo, 26 de maio de 2013

Kanaan vence prova emocionante e ganha 500 milhas de Indianápolis pela 1ª vez


Kanaan derrama o tradicional leite em sua cabeça após a vitória nas 500 milhas de Indianápolis

O brasileiro Tony Kanaan conseguiu, finalmente, vencer pela primeira vez uma edição das 500 milhas de Indianápolis ao triunfar neste domingo na mais tradicional prova do automobilismo americano, válida pela Fórmula Indy, de maneira emocionante.

A segunda colocação ficou com Carlos Muñoz, enquanto Ryan Hunter-Reay ficou com a terceira colocação. Hélio Castroneves ficou em sexto, e Bia Figueiredo terminou nove posições abaixo.

Desde 2002, Kanaan já havia ficado entre os cinco primeiros colocados em quatro oportunidades. Já havia batido na trave ao ficar no pódio em duas vezes, uma como segundo colocado e outra como terceiro.

O piloto da KV Chevrolet é o quarto brasileiro a conseguir vencer as 500 milhas. Antes, Emerson Fittipaldi, duas vezes, Gil de Ferran, uma, e Hélio Castroneves, três, já haviam arrematado a prova.

Após o triunfo, o baiano tomou o tradicional leite da vitória e demonstrou seu bom humor. "Vamos botar um pouco de chocolate", brincou. "Filho, te prometi, né? Foi pra você, te amo", continuou.

Proteína X Corrida



De acordo com as últimas pesquisas da Sociedade Internacional de Nutrição do Esporte (ISSN) os corredores não devem aumentar a quantidade de calorias ingeridas para ter melhor performance, mas sim, aumentar a ingestão de proteínas. E quanto maior for a intensidade ou a duração, maior deve ser a ingestão protéica. São elas que dão suporte ao corpo e ajudam a mantê-lo saudável.
A nutricionista e biotecnóloga Priscila Machado afirma que quando não há ingestão adequada de proteínas, o esportista perda massa muscular, minimiza o seu desempenho e não tem uma boa recuperação muscular (do esforço).
Quem tem uma dieta pobre em proteínas também tem maior risco de lesões. Durante o exercício ocorre quebra das fibras musculares, que é algo normal no esforço e positivo para a evolução muscular. Mas, se não houver a matéria-prima dos músculos, que são as proteínas, não haverá reconstrução adequada, gerando muito estresse no organismo e dificultando a recuperação.
Mas a influência desse nutriente no organismo vai além da questão muscular. A proteína é a matéria-prima dos glóbulos brancos e aumenta a produção deles, atuando assim na imunidade. Deixando o corredor mais forte contra gripes, resfriados e alergias.
Relação Proteína e Corrida
- Corredores de longa distância (a partir de 21 km): Corridas de resistência consomem cerca de 15% de proteínas dos músculos; mesmo com a reposição adequada de carboidrato, é preciso atentar ao desgaste. 

- Corredores em fase de construção muscular: Em qualquer fase do treinamento, a musculação é indicada como complemento aos treinos de corrida para fortalecer a musculatura e evitar lesões. A proteína ajuda na construção muscular.
- Corredores em pico de treinamento: Essa é a fase em que ocorre mais necessidade de proteínas, pois tem um grande volume e intensidade. Se não houver consumo adequado do nutriente, a performance e a imunidade serão prejudicadas e o corredor poderá ficar doente mais facilmente.
As proteínas devem ser incluídas em todas as refeições, combinadas corretamente com os nutrientes. As proteínas mais indicadas para os corredores são as de alto valor biológico, como alimentos de origem animal (carnes, ovos e leite). Caso a alimentação não seja adequada, há suplementos de fontes de proteínas, como a whey protein, proveniente do soro do leite e a albumina, presente na clara de ovos. Mas a prescrição dessa suplementação deve ser feita através de um nutricionista.

Frases de deporte




Si en realidad amas el deporte, debes luchar por alcanzar tu sueño, algunas veces ganarás y otras veces perderás, pero al final, después de una dura lucha, podrás alcanzar el triunfo!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Em algum lugar do mundo correndo.

Econômica e saudável, a corrida não é mais uma modalidade praticada somente por atletas.



A corrida deixou de ser modalidade exclusiva do atletismo para se transformar na coqueluche do momento para quem quer começar a se exercitar. Correr é a prática predileta da atualidade, adotada para quem quer afastar o sedentarismo, melhorar a performance cardiovascular ou simplesmente definir a silhueta. 

A atividade não exige investimento financeiro significativo, a exemplo de outros esportes que requerem equipamentos como o ciclismo ou até mesmo a malhação na academia e as pesadas mensalidades. Embora seja de fato uma prática esportiva bem econômica, exigindo apenas um tênis adequado e roupas que facilitem a transpiração, a corrida não deve ser praticada sem orientação.


Os riscos são inúmeros, desde a possibilidade de um mal súbito para quem tem problemas cardiovasculares até lesões nos pés e nas articulações, como tornozelos e joelhos – o que pode não só afastar da prática de exercícios físicos como dificultar a realização de afazeres rotineiros. No entanto, muitos ignoram os riscos no afã de conseguir a barriga de tanquinho, glúteos e pernas bem definidos. Simplesmente, disparam a correr. 

No verão, a preocupação é ainda maior: sedentários de carteirinha resolvem investir na vida saudável. A decisão é ótima, pois, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. O problema está exatamente na forma como quem está há muito tempo parado vai começar a se exercitar.


Como para correr aparentemente basta estar com as pernas boas e escolher o local, as pessoas começam a praticar a atividade sem procurar um cardiologista, sem consultar professor de educação física e fisioterapeuta. É comum que a pessoa planeje por conta própria o número de voltas e os dias em que vai correr. 

Se jogar dessa maneira na prática esportiva, porém, não costuma dar certo. Primeiro, porque o fôlego rapidamente demonstra que de fato você ainda não está preparado para correr mais do que 100 metros. Depois, porque os músculos da perna respondem com uma dorzinha chata, que incomoda tanto que a corrida deixa de ser prazerosa para se tornar obrigação muito incômoda.


Quem começa a correr tomando os cuidados necessários costuma se apaixonar pela prática. Em alguns desses casos, a paixão é tão avassaladora que, muitas vezes, a pessoa exagera. 

"O extremo também é bastante prejudicial em muitos corredores"

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Veja os mecanismos fisiológicos da corrida


Correr com certeza é uma das modalidades mais antigas. Desde os primórdios há uma grande introdução da corrida e caminhada não só como meio de locomoção, mas também para caça e muitas outras atividades que exigiam um deslocamento corporal.
Com o  passar dos anos, a corrida foi incluída como uma modalidade esportiva e passou a ser praticada por uma diversidade de tribos e grupos, principalmente por ser uma atividade barata, ou seja, que não necessita milhares de equipamentos para realizá-la; e prática, podendo ser executada a qualquer hora e lugar.
Este famoso esporte promove diversas adaptações no nosso organismo. Quando começamos a treinar, há um aumento na capacidade de produção de energia, metabolizando os carboidratos e gorduras. Assim, há um aumento do fluxo sanguíneo em direção as fibras musculares, para maior oxigenação. Por isto, não é recomendada a ingestão de alimentos muito calóricos e de difícil digestão um pouco antes do treinamento, pois o fluxo sanguíneo precisa estar preocupando-se em oxigenar muito mais os músculos do que a digestão no estômago, por exemplo.
O sistema respiratório é outro que fica super evidente. Quando você é um iniciante, precisa “ensinar” seu centro respiratório a sincronizar sua respiração de forma adequada durante a corrida. Inspirar o ar pelo nariz é o ideal, pois o aquecimento do ar para os pulmões é mais eficiente e os pêlos nasais formam uma barreira mecânica, ou seja, protege e retém as substâncias estranhas do ar inspirado. Já a expiração pode ser realizada pela boca, pois o fluxo é mais rápido. A forma e a maneira de respirar também agem em função da velocidade da corrida. Em corridas de média e longa distância, pode ser executado um tipo de respiração diafragmática de modo que a fase ativa seja a expiração e esta contribui para eliminar uma maior quantidade de gás carbônico.
Por isto, há uma insistente dúvida se pode ou não correr conversando. A resposta é sim, mas quando estamos com um melhor condicionamento e adaptados a coordenar nosso ritmo respiratório, tendo sempre que lembrar de como estamos respirando até que isto se torne um trabalho involuntário.
Nas corridas longas utilizamos, predominantemente, o metabolismo aeróbio, sendo que captamos e utilizamos oxigênio necessário, conseguindo conversar tranquilamente. Com os Sprints, explosões ou aumento de velocidade, durante estas corridas ou mesmo com o cansaço causado pelo despreparo físico mediante a duração (corredor amador), a via metabólica utilizada se torna a anaeróbia, sendo que fica mais ofegante e mais difícil de conversar.
A melhor parte da história da corrida é que correr emagrece e muito, principalmente depois dos 30 minutos de exercício que entra no auge de utilização de gordura como fonte energética, podendo queimar em média 20 calorias por minuto. Além disto, é um ótimo exercício de fortalecimento de membros inferiores, como glúteos, quadríceps, gastrocnêmio e sóleo (panturrilha) e diversos músculos superficiais e profundos. Conciliar o treino de corrida com treinamentos de musculação para resistência muscular localizada e treinamentos específicos para membros superiores é super indicado.
A corrida é muito saudável. Porém, o nosso organismo tem o que chamamos de janela aberta. E sabe quando ela acontece? Quando passamos de mais de 1 hora de treinamento. Por isto, começa a ocorrer o que chamamos de imunossupressão, que é quando há uma redução da resposta do sistema de defesa por conta de diversos fatores, dentre eles da liberação de hormônios estressores, como catecolaminas e cortisol. É por conta deste motivo que, quando os praticantes extrapolam, podem ter um quadro de fadiga precoce ou algum tipo de infecção repiratória ou ter o temido aspecto de pele envelhecida, pelo aumento da liberação de radicais livres. Assim, tente treinos moderados e confortáveis, com duração que não exceda muito mais que 1 hora.
Os equipamentos essenciais para sua corrida são um relógio/frequencímetro,  que consegue controlar sua frequencia  cardíaca determinada por um médico ou professor de educação física; roupas confortáveis e claras, saia do mito que roupas escuras emagrecem, pelo contrário, pode lhe render uma desidratação; para as mulheres, tops seguros, pesquisas mostram que o mais eficaz é o top cruzado nas costas por garantir melhor sustentação; tênis adequados a sua pisada e com uma ótima absorção de impacto e, por fim, uma boa música.
A música tem qualidades específicas e motivacionais, que pode fazer com que você trabalhe mais e mais rápido, reduzindo, assim, a percepção de esforço. De acordo com o pesquisador que criou um treino personalizado com trilhas sonoras para vários atletas que competiram nos Jogos Olímpicos de Londres, a música tem a propensão de melhorar os aspectos positivos do humor, como vigorosidade e emoção, reduzindo aspectos negativos, como tensão e fadiga. Assim, reduz a percepção de esforço e a batida da música pode aumentar a resistência do treinamento.
E o que devemos comer? Quando praticamos exercícios extenuantes (intensos), depletamos e utilizamos um substrato energético chamado glicogênio. Este substrato, quando esgotado, faz com que o músculo comece a entrar em um quadro de fadiga (dor e cansaço). Assim, é necessário repor este glicogênio.
Fontes rápidas de energia indicadas para o treino podem ser as barrinhas energéticas, nozes e sementes, que são ótimas opções pré-treino. Pós-treino pode optar por um leite achocolatado ou um delicioso iogurte grego.
Vale lembrar que, para 45 minutos de exercício, é necessário focar na hidratação.
Mais de 45 minutos de treino, para cada 1 quilômetro e meio de corrida é necessário se hidratar com, pelo menos, 100 mL de líquido. Então, é preciso  uma fonte de energia por meio de fluidos, géis ou outra fonte de energia em cerca de 30 ou 45 minutos de treino, dependendo do nível de esforço. Outras opções podem ser: água de coco, purê de batata ou batata doce, mel, etc, que são ótimas formas de variar a alimentação durante o seu treinamento.
Não subestime os benefícios de dar ao seu corpo uma pausa. Se o organismo não descansar pode lhe render um overtraining, afastando do treinamento até por meses.
Os seus treinos precisam intercalar com dias de descanso. Nada de correr todos os dias da semana, pois seus músculos precisam se recuperar. Para iniciantes é obrigatório o descanso, já os atletas podem intercalar os treinos de corrida com uma recuperação ativa, como aulas de Yoga, bicicleta ou natação. O seu corpo precisa também de um descanso do impacto causado pela corrida, então, treinamentos sem impacto são ótimos.
Respeite os limites do seu corpo e pare quando ele der alertas de que está cansado.
A corrida é, sem dúvida, um dos esportes mais completos e mais práticos de realizar. Procure ajuda profissional e inicie sua rotina consciente de treino.

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