segunda-feira, 28 de abril de 2014

CALENDÁRIO DE CORRIDAS 2014

ABRIL/2014
Data
Horário
Prova
Distância
Cidade
Informações / Inscrições
23 (quarta)
19:00
Simulado Circuito SESI
5 e 10 km
São José dos Campos/SP
27 (domingo)
8:00
Circuito SESI-SP de Corridas de Rua
5 e 10 km
São José dos Campos/SP
27 (domingo)
8:00
52ª Corrida de São Silvério
8 km
Bragança Paulista/SP
MAIO/2014
Data
Horário
Prova
Distância
Cidade
Informações / Inscrições
01 (quinta)
8:00
II Corrida de São José
km
Tremembé/SP
01 (quinta)
8:30
Corrida do Dia do Trabalhador
6 km
Guararema/SP
01 (quinta)
9:00
46ª Corrida de São José
km
Taubaté/SP
03 (sábado)
20:00
Corrida Noturna SESC Sorocaba
5 e 10 km
Sorocaba/SP
04 (domingo)
8:00
Circuito Joseense de Corridas de Rua - 2ª Etapa - Novo Horizonte
5 e 10 km
São José dos Campos/SP
04 (domingo)
8:00
Corrida Rústica Base Aérea
6 e 12 km
Guarulhos/SP
10 (sábado)
15:00
1ª Corrida da Liberdade
5 km
Redenção da Serra/SP
11 (domingo)
8:00
Entrando pelo Tubo - Treino do Aldo
várias
São José dos Campos/SP
11 (domingo)
9:00
O Rei da Montanha - Etapa 1
3, 7, 14 e 21 km
Mogi das Cruzes/SP
18 (domingo)
8:00
Circuito Joseense de Corridas de Rua - 3ª Etapa - Altos de Santana
5 e 10 km
São José dos Campos/SP
18 (domingo)
8:30
1ª Corrida de Aniversário de Santa Rita do Sapucaí
10 km
Santa Rita do Sapucaí/MG
18 (domingo)
9:00
19ª Volta da FEG/Unesp
8 km
Guaratinguetá/SP
18 (domingo)
9:00
Corrida SESC Bertioga
5 e 10 km
Bertioga/SP
25 (domingo)
8:00
Circuito Joseense de Corridas de Rua - 4ª Etapa - Campo dos Alemães
5 e 10 km
São José dos Campos/SP
JUNHO/2014
Data
Horário
Prova
Distância
Cidade
Informações / Inscrições
01 (domingo)
6:30
4º Treino da Fé Taubaté -> Aparecida
42 km
Taubaté a Aparecida/SP
01 (domingo)
9:00
17ª Prova Pedestre Soldado Paulino
10 km
Ubatuba/SP
08 (domingo)
8:00
Corrida da Longevidade
6 km
São José dos Campos/SP
08 (domingo)
8:30
Bragança 10K
5 e 10 km
Bragança Paulista/SP
15 (domingo)
9:00
1ª Corrida Junina - Acendendo a Fogueira
5 km
Taubaté/SP
22 (domingo)
8:00
7ª Unimed Run
5 e 10 km
São José dos Campos/SP
JULHO/2014
Data
Horário
Prova
Distância
Cidade
Informações / Inscrições
20 (domingo)
8:00
Corrida do Aniversário de São José dos Campos
5 e 15 km
São José dos Campos/SP
AGOSTO/2014
Data
Horário
Prova
Distância
Cidade
Informações / Inscrições
03 (domingo)

9ª Corrida Rústica de Sapucaí-Mirim
5 e 10 km
Sapucaí-Mirim/MG
10 (domingo)
8:00
Corrida do Aniversário de São Francisco Xavier
5 km
São José dos Campos/SP
24 (domingo)
8:00
Corrida do Aniversário de Eugênio de Melo
5 e 10 km
São José dos Campos/SP
31 (domingo)
8:00
Meia Maratona Joseense
21 km
São José dos Campos/SP
SETEMBRO/2014
Data
Horário
Prova
Distância
Cidade
Informações / Inscrições
21 (domingo)
8:00
8ª Oscar Fashion Running
5 e 10 km
São José dos Campos/SP


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sábado, 26 de abril de 2014

O poder da motivação


Desde o meu último texto, venho explanando sobre assuntos que me deparo no decorrer do dia-a-dia, no trato com os meus clientes e nas conversas que escuto dos mesmos na academia (lugar, que eu acredito, acrescentar muito na minha formação como profissional e como pessoa, além de contribuir no entendimento prático do que leio nos livros e nos artigos científicos). Desta vez, observei um aluno, que ficou muito tempo sem freqüentar a academia.
Após um breve retorno aos treinos, ele mostrou um desenvolvimento fantástico (“possivelmente”, devido à utilização de recursos farmacológicos), mas, logo depois, parou de treinar adequadamente, e o óbvio ocorreu: perda de massa magra acentuada e queda na auto-estima. Nas nossas conversas informais, revelou que estava utilizando fat burners para aumentar a sua disposição para os treinos, já que os mesmos, sem a ingestão de tais suplementos, nunca eram os mesmos… Uma pena, pois, como este indivíduo, várias pessoas creditam o seu sucesso e sua determinação ao uso de substâncias, e não de uma permissão pessoal e uma busca em direção daquela meta almejada.
Existem casos como na depressão, que distúrbios químicos (baixos níveis de serotonina) realmente afetam a personalidade do ser humano, precisando, muitas vezes, de intervenção farmacológica e psicológica. Vou tentar explanar, de forma resumida, qual é importância da motivação no esporte.
Nosso organismo é regulado por dois sistemas especiais: sistema endócrino e sistema nervoso. Adaptações para mudanças externas e internas no corpo ocorrem através deles, por meio de hormônios lançados na corrente sangüínea e terminações nervosas utilizadas na estimulação de um tecido alvo, respectivamente (SALZANO JR., 1991).
A partir daí, podemos observar que os maus funcionamentos dessas estruturas podem realmente acarretar em prejuízo para a performance do indivíduo, pois todos as possíveis causas de fadiga começam por elas. Segundo Powers & Howley (2000), o primeiro dos possíveis sítios da fadiga é o seguinte:
“Psique” / cérebro: Estudos de Ikai & Steinhaus e Asmussen & Mazin (1961 e 1978, respectivamente) sugeriram que o limite superior da força voluntária é definido “psicologicamente”, pois alguns fatores emocionais ou estimulantes são necessários para atingir um limite fisiológico.
Em relação ao sistema endócrino, quando submetemos nosso corpo a alguma situação de estresse, o organismo secreta hormônios que preparam-no para as possíveis reações (e esse fenômeno ocorre durante a prática de exercício físico, devido à liberação de endorfinas, hormônios responsáveis pelo o bloqueio da dor e sensação de euforia). O contrário é verdadeiro: o sedentarismo faz com que o organismo produza cortisol, que é um hormônio catabólico, fazendo que a massa muscular seja degradada e ocorra ainda uma queda na qualidade de vida do indivíduo (GUIMARÃES NETO, 2003).
O excesso de exercício físico e repouso inadequado também promove aumento na produção deste hormônio. A recuperação pós-treino, tanto física como mental é de suma importância para melhores resultados e para a saúde e bem-estar geral (leia o artigo Meios para maximizar a recuperação pós-treino).
No treinamento desportivo; estudiosos utilizam como parcela importante, métodos psicológicos para potencializar a performance e minimizar fatores que perturbem o atleta. Weineck (1989) cita que o treinamento mental (TM), onde o atleta é levado a exercer seu poder de concentração através da exposição a filmes que demonstrem o gesto motor do esporte em questão, repetições dos gestos e até visualizações do treinamento.
Esse método causa “marcas”, induzindo a um aumento no trabalho orgânico (elevação da PA e FC e excitabilidade dos nervos periféricos), levando a aceleração do encaminhamento dos modelos de coordenação motora. A hipnose também é citada pelo mesmo autor devido seu poder em melhorar a concentração do atleta, evitando que variáveis adversas ao treino atrapalhem o rendimento: medo do fracasso, ansiedade em demasia, etc.
Os fisiculturistas tendem a utilizar meios parecidos com o citado acima: escolhem um modelo exemplar (quem não se lembra daquelas academias mais antigas, onde havia as fotos de campeões espalhadas na parede), estabelecendo metas para um prazo menor, mas, que não atrapalhem o objetivo final, arrumam um parceiro de treinamento para que assim, um possa gerar no outro uma ligação de motivação que os empurrem à frente, em direção do objetivo final, etc.
Arnold Schwarzenneger cita em seu livro: “Motivação é a força que o impulsiona e permite que desenvolva uma determinação de objetivo que de fato lhe dê a disposição treinar o mais árduo possível … A disciplina provém do prazer de aguardar ansiosamente para alcançar o objetivo que você aprendeu a visualizar de forma clara na mente e a trabalhar duro e consistentemente, repetição por repetição, série por série, sessão por sessão”.
Corroborando com o astro, acredito que motivação seja a forma de como você encara tudo relacionado não só ao seu treino, mas, também a respeito da sua nutrição, da sua recuperação, da sua vida… Motivação é comprometimento, que o leva a gerar uma energia interna, forte o bastante para o alcance do resultado final. Não seja como o nosso amigo mal informado e apressado do primeiro parágrafo: MENS SANA, CORPORE SANO. 


Referências Bibliográficas
GUIMARÃES NETO. W. M. Musculação: além do anabolismo. Phorte Editora, 2003;
POWERS, S. K. & HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: Teoria e aplicação no condicionamento e ao desempenho. Editora Manole, 2000;
SALZANO JR. I. Drogas no esporte e teste antidoping. Probiótica-Divisão editorial, 1991;
SCHWARZENEGGER, A. & DOBBINS, B. Enciclopédia de fisiculturismo e musculação, Artmed editora, 2001;
WEINECK, J. Manual de treinamento esportivo, Editora Manole, 1989.

Estratégia de corrida influencia na performance dos atletas


Em provas de fundo no Atletismo, os corredores que adotaram a estratégia da saída lenta obtiveram melhores tempos e apresentaram menores valores de frequência cardíaca e percepção subjetiva de esforço nos trechos analisados. Isso foi comprovado pela pesquisa realizada na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP pelo mestre em Educação Física na área de Estudos do Esporte, Marcelo da Silva Pacheco.
O estudo teve como objetivo explicar como a utilização de diferentes estratégias de prova poderiam influenciar ou não o desempenho de atletas especialistas em corrida de 5.000 metros em pistas de atletismo. Os resultados poderiam auxiliar atletas, técnicos e preparadores físicos, tendo em vista a melhora da performance dos corredores.
As estratégias de corrida podem ser variadas, de acordo com o pacing — ritmo ou maneira como o atleta regula sua velocidade durante a prova — do corredor. Nesta pesquisa, os atletas foram divididos em dois grupos, que deveriam executar dois tipos diferentes de pacing, previamente determinados pelo pesquisador. Um grupo foi escolhido para executar a saída lenta e o outro a saída rápida.
Testes
“Para executar a saída lenta, os atletas regularam a velocidade de corrida nos primeiros 1.000 metros em 10% abaixo de suas médias de prova”, explica o pesquisador. No grupo de saída rápida, a velocidade dos corredores é regulada, no primeiro quilometro de prova, em 10% acima de suas médias de prova. O estudo envolveu 12 atletas, todos do sexo masculino, especialistas em corridas de longa distância e filiados a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Também era exigido dos corredores experiência mínima de 3 anos sucessivos em competições esportivas e nenhuma restrição médica.
No laboratório, em esteira ergométrica, os atletas realizaram avaliação das medidas antropométricas, que é o teste de esforço progressivo máximo para medidas de consumo máximo de oxigênio. Foi verificada a velocidade de corrida associada ao consumo de oxigênio, velocidade máxima alcançada e mantida durante teste de esforço progressivo máximo.
Na pista de atletismo foi verificada a estratégia de prova com medidas de velocidades de corrida a cada trecho de 200 metros. Em ambos os grupos foi mensurada a frequência cardíaca e a percepção subjetiva de esforço.
“Observou-se que os atletas que adotaram estratégia de saída lenta obtiveram os melhores tempos na prova simulada de corrida de 5.000 metros em pista. Estes corredores também apresentaram menores valores de frequência cardíaca e de percepção subjetiva de esforço a cada trecho monitorado. Por exemplo, 5 dos 6 atletas com melhor tempo de prova, foram aqueles que adotaram a saída lenta nos primeiros quilômetros da prova”, conta Pacheco.
A pesquisa Análise da estratégia de corrida e suas relações com variáveis de desempenho de atletas foi orientada pela professora Maria Augusta Pedutti Dal Molin Kiss. “É uma colaboração com a organização do processo de treinamento físico e esportivo para atletas de alto nível competitivo”, explica o pesquisador.

Teste de Cooper de 12 minutos


O teste de Cooper de 12 minutos é um dos testes mais populares de avaliação da capacidade cardiorrespiratória.
Objetivo: Avaliar a aptidão aeróbica.
Equipamentos necessários: Pista de corrida oval e plana ou pista de atletismo, cones para marcação, folha para anotação de dados, cronômetro.
Procedimentos: O avaliado deverá correr ou andar sem interrupções durante 12 minutos, sendo registrada a distância total percorrida durante este tempo. Recomenda-se marcar as distâncias em intervalos definidos com cones ao redor da pista para facilitar a visualização e a medição da distância percorrida pelo avaliado.
Com base na distância percorrida em Km, estima-se o VO²max por meio da seguinte equação matemática:

VO²max (kg.min)-1= 22.351 x distância em km) – 11.288

A tabela abaixo também dá orientações gerais para a interpretação dos resultados deste teste.
Tabela 1 - Nível de capacidade aeróbica – Teste de andar / correr durante 12 minutos de Cooper

Categoria de Capacidade AeróbicaIdade (anos)
13 – 1920 – 2930 – 3940 – 4950 – 5960 ou mais
I – M. Fraca (homens) (mulheres)< 2090< 1960< 1900< 1830< 1660< 1400
< 1610< 1550< 1510< 1420< 1350< 1260
II – Fraca (homens) (mulheres)2090-22001960-21101900-20901830-19901660-18701400-1640
1610-19001550-17901510-16901420-15801350-15001260-1390
III – Média (homens) (mulheres)2210-25102120-24002100-24002000-22401880-20901650-1930
1910-20801800-19701700-19601590-17901510-16901400-1590
IV – Boa
(homens) (mulheres)
2520-27702410-26402410-25102250-24602100-23201940-2120
2090-23001980-21601970-20801800-20001700-19001600-1750
V – Excelente
(homens)
(mulheres)
2780-30002650-28302520-27202470-26602330-25402130-2490
2310-24302170-23302090-22402010-21601910-20901760-1900
VI – Superior
(homens)
(mulheres)
> 3000> 2830> 2720> 2660> 2540> 2490
> 2430> 2330> 2240> 2160> 2090> 1900
Obs.: Distância em metros  /  Fonte: Cooper, 1982
Em termos de velocidade de deslocamento, o ideal é que o avaliado consiga manter constante a velocidade durante os 12 minutos do teste.
Vantagens: Uma das vantagens deste teste é a possibilidade de avaliar uma quantidade grande pessoas ao mesmo tempo. Também pode ser aplicado a pessoas de todos os níveis de condicionamento físico e com idades entre 10 a 70 anos.
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