sábado, 31 de maio de 2014

NA ONDA DO CARBONO ZERO

Foto: Thinkstock

Modismo, tendência de mercado, nova onda mundial, não importa. A pauta do momento é reverter os efeitos do aquecimento global. Você já deve ter ouvido este termo: Carbon Free. Quando a concentração de gases de efeito estufa – o mais conhecido é o dióxido de carbono – fica muito intensa na atmosfera, a temperatura do planeta aumenta e passa a afetar negativamente o equilíbrio do clima, favorecendo o surgimento de furacões, incêndios florestais, secas, redução das calotas polares e elevação do nível dos oceanos. Diversas são as causas e a maioria delas patrocinada pela ação humana com a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) nas atividades industriais, no uso de automóveis e na aviação, no desmatamento irresponsável e em atividades que emitem carbono, metano e óxido nitroso. E o efeito se traduz pela progressiva destruição da camada de ozônio que protege a Terra dos raios solares. Quanto mais intensa a exposição ao sol, mais a temperatura aumenta, mais o ambiente se degrada, maior o desequilíbrio climático…
Embora os cientistas tenham como irreversível o processo de aquecimento global para os próximos cem anos, a boa notícia, anunciada no 4o. relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), consiste no fato de que ainda existem meios para se estabilizar esse quadro. Trata-se de sair da discussão teórica geral para a prática, ou seja, para a implementação de projetos que tragam resultados efetivos. Nesse contexto, a neutralização do carbono é uma prática que vem ganhando nova dimensão, cada vez mais aceita pela sociedade contemporânea, que se conscientiza sobre a extrema importância de evitar que o fenômeno do aquecimento global continue a degradar o planeta. Dentre as várias opções que podem ser adotadas no âmbito da neutralização de carbono, a recuperação de áreas florestais por meio de programas de plantio de árvores é a mais acessível ao cidadão comum.
Existem sites de projetos florestais  que disponibilizam ferramentas bem simples para que o cidadão comum faça seus cálculos pessoais. De outro lado, as corporações empresariais têm buscado consultorias especializadas para assessorá-las, atuando em parcerias com projetos florestais de maneira que seja possível neutralizar as emissões de carbono em tudo: desde gastos com transporte, eletricidade e lixo à prestação de serviços, viagens, atividades empresarial, industrial, administrativa ou promocional. Segundo Osvaldo Stella, diretor da The Green Initiative, o Brasil oferece boas condições para projetos de seqüestro de carbono, pois tem grandes áreas cultiváveis e clima favorável. Para viabilizar um projeto, ele precisa ser seguro e economicamente competitivo com sistemas de eficiência energética e substituição de fontes de geração.
Medidas Verdes
O Protocolo de Kyoto tornou obrigatória a redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa. Graças a essa exigência, governos ou empresas aderem a programas que realizam a redução por meio dos créditos de carbono. Empresas que se excedem nas emissões devem comprar créditos. A venda desses créditos de carbono representa nova fonte de recursos para as empresas, constituindo também fator de desenvolvimento da responsabilidade ambiental. É o que a Maxambiental faz. De acordo com Eduardo Petit, diretor da Divisão Carbono Neutro, a consultoria desenvolve projetos de energia limpa, voltados ao combate das mudanças climáticas e do efeito estufa. Esses podem ter rentabilidade otimizada através da agregação de valores ambientais e sociais. São iniciativas que promovem a redução de emissões de carbono e geram Certificados de Créditos de Carbono, ativos transferíveis segundo diversos mecanismos internacionais.
Os projetos florestais também têm múltiplas funções ambientais e sócio-econômicas, importantes nas escalas global, nacional e local, além de serem parte vital no desenvolvimento sustentável. Florestas são fontes de produtos de madeira, comida, medicamentos e água potável para milhões de pessoas. Adauto Basílio, diretor da Fundação S.O.S. Mata Atlântica, afirma que para projetos de reflorestamento, foram plantadas mais de 8 milhões de mudas pela Internet. Essa conquista é fruto do projeto Clickarvore (www.clickarvore.com.br). Na ponta do lápis: para cada tonelada de carbono emitida por ano, devem ser plantadas cinco árvores, ao custo de apenas R$ 50. “No Programa Florestas do Futuro, as árvores relativas à neutralização são plantadas em áreas de reflorestamento, com mudas nativas, privilegiando regiões de mata ciliar, às margens dos rios, que melhora a qualidade da água”,explica ele.
S.O.S. Brasil
Apesar dessas iniciativas, o Brasil entra no cenário mundial sócio-ambiental com números alarmantes. Mesmo com 1/3 da floresta nativa do mundo e a atividade industrial controlada, tem taxas de desmatamento gritantes, a explicar o motivo de 70% do carbono emitido ser decorrente das queimas florestais. “Desmatar é a prática brasileira que coloca o país em quinto lugar entre os maiores emissores de gás carbônico do mundo”, afirma Emílio La Rovere, coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (Lima) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro do IPCC. É preciso que governos e empresas se comprometam com soluções sustentáveis e dêem um fim em queimadas e desmatamentos. As árvores são máquinas verdes que resgatam o carbono e diminuem o impacto das mudanças climáticas. Por meio do processo de fotossíntese, armazenam o carbono em seu tronco, galhos, folhas, solo e folhagem e em troca liberam oxigênio. Agem como verdadeiros filtros naturais do ar. Criado pelo Protocolo de Kyoto, um projeto como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo constitui a alternativa tecnológica para reduzir a emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEE) de maneira economicamente viável. É uma forma de trocar créditos de carbono por investimentos em energia renovável. “As atividades humanas envolvem a emissão de gases, por isso é preciso uma mudança de hábitos obrigatória do cidadão, mas isso não basta” diz La Rovere. Contribuições pessoais são nobres, mas é função do governo aumentar os esforços de pesquisa tecnológica no setor energético em busca de fontes mais limpas. Entre as alternativas para o Brasil, estão os biocombustíveis (óleos vegetais). La Rovere afirma também que é necessário desenvolver as energias renováveis, tais como eólica, solar, biomassa e hidroenergia. Além de substituírem os combustíveis fósseis, são praticamente inesgotáveis e apresentam impacto ambiental muito baixo, sem afetar a temperatura e composição atmosférica do planeta.
Ações Ecorretas
Uma nova onda verde está se espalhando pelo mundo: eventos, artistas e empresas se declaram carbon free (“carbono neutro”). A bola da vez são as casas noturnas. Surge em Rotterdam, na Holanda, a primeira balada auto-sustentável do mundo onde a animação da pista é requisito para geração de energia.O funcionamento é simples: um gerador converte a energia mecânica produzida pelo movimento das pessoas dançando em eletricidade que será distribuída por todo clube. A água da chuva e da condensação do vapor liberado pelo suor dos clubbers abastece os banheiros, as paredes e sofás reagem com o calor, mudam de cor e turbinas de vento instaladas no teto refrescam o ambiente. A cerveja e a comida vendidas no bar são orgânicas, livres de agrotóxicos e adubos sintéticos. Clubes brasileiros como o D-Edge, na capital paulista, já estudam a viabilidade de essas medidas serem adotadas na casa.
E você?
Mudanças simples para um planeta vivo
  • Não aposente o seu mat (tapetinho de Yoga) até que ele esteja bem gasto. Usar o cotton mat (tapete de tecido) sobre o mat economiza lavadas e o gasto da borracha dele. Evite comprar produtos importados e apóie o comércio local para ajudar a poupar o combustível do transporte desses bens.
  • Tome banhos mais curtos, escove os dentes com a torneira fechada, não passe horas lavando o carro e a calçada.
  • Separe o lixo (cuidado especial com baterias e pilhas).
  • Plante árvores; tenha plantas.
  • Imprima menos papéis e reutilize-os.
  • Leve sua sacola de supermercado ou reutilize os saquinhos.
  • Compartilhe carona.

Imagem do dia !

A CORRIDA E OS LIMITES DO CORPO

Foto: Thinkstock.

A prática de esportes com regularidade proporciona inúmeros benefícios para quem a realiza, no entanto, é importante estar sempre atento e tomar as devidas precauções em relação à modalidade escolhida. Para a corrida, por se tratar de uma atividade individual e aparentemente simples, muitos pensam que basta colocar um tênis e sair correndo. Porém, não sabem que é fundamental ter alguns cuidados para que se evite, a curto e longo prazo, problemas como dores, lesões e desmotivação.
Do ponto de vista físico, é essencial ser bem orientado, para que os treinos sigam com fluência e se mantenham eficazes. Já do ponto de vista emocional, o que tenho a dizer, como psicóloga, é que alguns fatores precisam ser bem esclarecidos. Primeiramente, é preciso ter claro para si o porquê de correr. Pergunte-se: eu corro para quê? Qual o sentido da corrida para mim?
Vejo que muitas pessoas correm sem saber por quais motivos o fazem. E o que devo ressaltar é: se não for prazeroso do ponto de vista pessoal, os benefícios da corrida podem deixar de ser aproveitados.
Outra questão que merece ser refletida são os limites de cada um. Descobrir até onde deseja ir é tão importante quanto realizar os treinos – e é muito comum nos depararmos com atletas que dão de ombros aos sinais que o seu corpo dá. O corpo fala, mas nem sempre conseguimos escutá-lo. E muitas vezes essa impossibilidade está relacionada às metas estabelecidas, que nem sempre são possíveis de se cumprir, provocando frustração ou  fazendo muitos ultrapassarem seus limites (e colher as consequências).
Novamente se faz necessária a autorreflexão, para entender se tais metas e objetivos são um desejo pessoal ou se há motivações de outra ordem, como a tentativa de agradar alguém ou se inserir em um grupo no qual a performance e desempenho sejam pré-requisitos. Nessa situação, é muito difícil encarar a sua realidade de limitações, mas é extremamente importante perceber as necessidades partindo de si próprio. Esse processo é muito rico para a percepção de seu corpo, de suas habilidades e limitações, que devem sempre ser respeitadas para que haja uma integração entre físico e mente.
Se não estiver conseguindo fazer isso sozinho, a psicoterapia pode ser esclarecedora e colaborar bastante para a percepção de suas dificuldades, tornando-se grande aliada no processo de autoconhecimento e amadurecimento.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

É perigoso correr em dias frios?


O treinamento físico em ambiente com baixas temperaturas requer alguns cuidados para um bom desempenho. Alguns poderiam até perguntar se não seria um absurdo treinar em um dia muito frio, contudo, levando-se em consideração alguns aspectos específicos do ambiente que a pessoa irá treinar, não há maiores problemas.

O clima de inverno representa um risco para a saúde menos imediato que o de verão. Muitas pessoas evitam totalmente o frio, exercitando-se em ambientes fechados. Porém, aquelas que decidem continuar com o exercício ao ar livre não correm grandes riscos, já que exercício faz com que o corpo gere grandes quantidades de calor.
Um cuidado importante que as pessoas devem tomar durante o treinamento físico é quanto à exposição prolongada em tal ambiente. A hipotermia (temperatura corporal central abaixo do normal) é o grande risco que um atleta pode ser acometido. As baixas temperaturas do ambiente favorecem a perda de calor corporal e o vento pode acelerar esta condição.
A água possui uma capacidade térmica muito mais alta que o ar. Se a roupa torna-se úmida em virtude do suor ou da chuva, o risco de hipotermia pode ser drasticamente aumentado, em especial quando o exercício é encerrado e a produção de calor metabólico é declinada.
Quando a roupa torna-se úmida, seu valor isolante fica comprometido e a umidade da pele facilita a perda de calor por condução, convecção e evaporação.
Durante a realização de um treinamento físico em um dia muito frio, a pessoa deve levar em consideração alguns aspectos:
  • Antes do alongamento, realizar uma caminhada em ritmo leve a moderado e com movimentação de braços e pernas em vários sentidos por aproximadamente 5 a 10 minutos;
  • Após a realização do alongamento e aquecimento, incluir um período inicial na corrida com o desenvolvimento de um ritmo um pouco mais leve que nos dias quentes, pois o organismo terá um processo mais gradativo de aquecimento e preparação para o ritmo ideal;
  • Não esquecer da hidratação adequada, pois, em dias quentes, fica mais fácil perceber a necessidade de ingerir líquidos durante a corrida, contudo, durante o frio, a temperatura baixa e o vento podem enganar o corredor;
  • O atleta também deve tomar muito cuidado após o treino, pois sua temperatura abaixa rapidamente e não é indicado permanecer com a roupa úmida depois da atividade;
  • O alongamento pós-treino também é muito importante para evitar contraturas e lesões nos treinos seguintes, contudo, é recomendado realizá-lo com o corpo ainda aquecido da corrida.
    Através destas medidas, o atleta poderá continuar realizando seu exercício físico de forma saudável e equilibrada e, principalmente, respeitando as características de seu organismo e do meio ambiente no qual está treinando.
  • Importância da movimentação dos braços para a corrida


    Os movimentos de braços feitos pelos corredores são, na maioria das vezes, movimentos naturais do atleta. Fazer um comentário sobre prováveis defeitos na corrida apresentados pelo individuo é bastante delicado, pois cada atleta tem uma característica, uma forma de movimentar seus braços durante a corrida, cabe ao treinador ao orientador fazer com que os braços do corredor tenham movimentações descontraídas e ajudem nos desempenho atlético.


    É muito importante respeitar as características que cada corredor apresenta, procurando apenas orientá-lo no sentido de uma corrida solta sem que os braços possam prejudicar o desempenho.

    O atleta, qualquer um, deve sentir-se bem nos seus gestos de corrida, pois para ele a sua forma de correr deve ser confortável, não adianta um
     tênis de última geração se o individuo não se adequar a ele. O importante é o corredor mesmo descalço ou com uma conga se sentir bem em seus movimentos e que estes movimentos não o prejudiquem, lembremos de Abebe Bikila.O saudoso Emil Zatopek, da Tchecoslováquia (na época) corria de uma forma totalmente estranha e fora dos parâmetros de movimentos que conhecemos. Emil também chamado de locomotiva humana, foi um grande vencedor olímpico e também venceu a nossa São Silvestre. Tive o prazer de vê-lo pessoalmente na SS, no meeting do Pacaembu e depois estive com ele já idoso em Praga por ocasião da apresentação da Maratona de Praga. Para um treinador como eu foi fantástico conviver por momentos com Zatopek, continuando o que dizia, não podem ser considerados defeitos as características de cada pessoa, o importante é observar se estas características, estes gestos não prejudicam a performance.

    A função do técnico, do orientador é procurar fazer com que o corredor evolua em sua mecânica de corrida sem que ele saia de suas condições naturais. O fundamental para o corredor de fundo é diariamente fazer educativos de corrida antes e depois dos treinos.
    Os braços proporcionam equilíbrio e levam a um melhor ímpeto para correr.

    sábado, 24 de maio de 2014

    A primeira “Smart Bike” do mundo

    Foi lançado no Kickstarter, site de vaquinha virtual, o projeto da Vanhawks Valour, uma bike urbana com tecnologias impressionantes!
    A bike é totalmente integrada com o seu Smartphone. Um aplicativo “fala” para a bicicleta qual o caminho mais rápido para você chegar ao trabalho ou para onde quer que você queira ir e luzes no guidão te indicam o caminho, curva a curva. Lógicamente, o aplicativo também registra as suas atividades, como os aplicativos de treinos comuns.
    Smart_Bike_02
    Com um sensor de presença, a bicicleta te avisa se algum carro tiver passando muito perto de você. O guidão da bicicleta vibra quando um carro passar muito perto, ou se você acidentalmente ir em direção a algum veículo.
    A bike se comunica com outras Smartbikes que existirem por perto. Os registros de caminhos vão alimentando a rede que oferecerá mais alternativas de caminhos com o tempo. Informações como buracos na pista, problemas, acidentes e tudo mais aparecerão para o ciclista, sendo que essas informações são colocadas pelos próprios ciclistas.
    Smart_Bike_03
    Se a sua bike for roubada, você pode acionar o botão de emergência e se a sua bike roubada passar perto de qualquer outra smartbike, as pessoas da comunidade serão avisadas da localização dela.
    E além disso tudo a bike tem um quadro lindo de fibra de carbono
    Vídeo

    Três passos para correr com segurança e queimar mais calorias


    Com o calor, cresce o número de pessoas que trocam as corridas na esteira da academia por corridas de rua. Longe do olhar do instrutor ou da parede espelhada, fica mais fácil descuidar da postura e colocar em risco não apenas seu plano de emagrecimento, mas sua saúde. Para contornar esse cenário e cor sob o céu azul – ou estrelado – confira três dicas preciosas:
    Cenário 1: ombros caídos
    Problema: eles reduzem sua velocidade e atrapalham a respiração
    Corrija a postura: quando perceber que seus ombros estão curvados, respire bem fundo (você os sentirá indo para trás naturalmente). Para não perder a posição correta, exercite-se olhando para o horizonte

    Cenário 2: braços desengonçados
    Problema: quando soltos, os braços não cumprem sua função: impulsioná-la para frente, exigindo muito mais esforço e menos rendimento
    Corrija a postura: Mantenha-os dobrados em um ângulo de 90º e movimente-os como um pêndulo balançando entre para frente e para trás dos seus ombros e não cruzando o seu corpo todo

    Cenário 3: passos largos demais
    Problema: ao contrário do que possa parecer, espaçar demais a pisada diminui o ritmo e pode causar lesões
    Corrija o problema: aumente sua velocidade dando passos mais curtos e rápidos e certifique-se que seu pé está próximo do seu quadril quando tocam o chão.

    sexta-feira, 23 de maio de 2014

    Quando menos intensidade nos exercícios vira mais resultado?



    Método 80/20 preconiza que 80% dos treinos devem ser feitos em intensidades baixas e só 20%, em altas.


    É inegável que o número de corredores vem crescendo no Brasil. Basta ir a algum parque ou até mesmo observar as ruas. Há mesmo muita gente correndo. Estima-se algo em torno de 6 milhões de praticantes. Enfim, a corrida veio para ficar. Claro que há diversos tipos de praticantes, desde aqueles que visam cuidar da saúde até aqueles mais competitivos e que buscam melhorar seus tempos nas provas de rua.

    Se o objetivo for praticar a corrida como estratégia para manter um estilo de vida saudável, então o modelo de três sessões semanais, com 30 min cada e em intensidade de leve a moderada (70% a 80% da frequência cardíaca máxima) atende bem essa proposta. No entanto, quando a meta for alcançar algum resultado expressivo, o “jogo” muda.

    Quando o corredor já é experiente e vem cumprindo uma rotina de treinos pesada, aí é preciso investir em métodos que venham sendo estudados pelos cientistas, justamente porque é muito mais difícil melhorar o desempenho de atletas já bem treinados.

    Em 2009, dois renomados cientistas do esporte publicaram um “manifesto1,2” sobre o treino de atletas de endurance (remadores, ciclistas, corredores etc.), apelidado pelos acadêmicos de treinamento 80/20. Ao contrário do da Lei de Pareto3 (que propõe encontrar os 20% de energia que nos trará 80% do resultado), o método 80/20 para treinamento de endurance preconiza que 80% dos resultados são provenientes justamente de 80% do trabalho que deverá ser feito.

    Deveríamos levar a sério o método 80/20, pois foram analisados os treinamentos que mais têm dado resultado para atletas de endurance

    Volume semanal – Se você acha que para tornar-se um atleta de boa performance tem de treinar muito, então acertou! Claro que não podemos descartar que é necessário ter a herança genética, caso sonhe um dia em vencer uma maratona, mas o fato é que realmente tem que correr muitos quilômetros por semana para continuar evoluindo. Até aí nenhuma novidade.

    É inegável que o número de corredores vem crescendo no Brasil. Basta ir a algum parque ou até mesmo observar as ruas. Há mesmo muita gente correndo. Estima-se algo em torno de 6 milhões de praticantes. Enfim, a corrida veio para ficar. Claro que há diversos tipos de praticantes, desde aqueles que visam cuidar da saúde até aqueles mais competitivos e que buscam melhorar seus tempos nas provas de rua.

    Se o objetivo for praticar a corrida como estratégia para manter um estilo de vida saudável, então o modelo de três sessões semanais, com 30 min cada e em intensidade de leve a moderada (70% a 80% da frequência cardíaca máxima) atende bem essa proposta. No entanto, quando a meta for alcançar algum resultado expressivo, o “jogo” muda.

    Quando o corredor já é experiente e vem cumprindo uma rotina de treinos pesada, aí é preciso investir em métodos que venham sendo estudados pelos cientistas, justamente porque é muito mais difícil melhorar o desempenho de atletas já bem treinados.

    Em 2009, dois renomados cientistas do esporte publicaram um “manifesto1,2” sobre o treino de atletas de endurance (remadores, ciclistas, corredores etc.), apelidado pelos acadêmicos de treinamento 80/20. Ao contrário do da Lei de Pareto3 (que propõe encontrar os 20% de energia que nos trará 80% do resultado), o método 80/20 para treinamento de endurance preconiza que 80% dos resultados são provenientes justamente de 80% do trabalho que deverá ser feito.

    Deveríamos levar a sério o método 80/20? Certamente, pois foram analisados os treinamentos que mais têm dado resultado para atletas de endurance. Abaixo, as principais conclusões:

    Volume semanal – Se você acha que para tornar-se um atleta de boa performance tem de treinar muito, então acertou! Claro que não podemos descartar que é necessário ter a herança genética, caso sonhe um dia em vencer uma maratona, mas o fato é que realmente tem que correr muitos quilômetros por semana para continuar evoluindo. Até aí nenhuma novidade.

    Intensidade – Este aspecto foi citado inúmeras vezes no artigo e de certa forma surpreende. Por quê? Ao contrário do que se imagina, os estudos mostram que os melhores desempenhos são obtidos quando os atletas de endurance realizam a maior parte do treinamento em intensidades baixas (mais de 80% do volume semanal) e, no máximo, apenas 20% em intensidades altas.

    Essa recomendação contraria muitos que acreditam ser preciso treinar muito duro praticamente todos os dias. Aliás, os autores inclusive citam que geralmente os atletas amadores treinam muito intensamente quando deveriam somente acumular quilometragem e não tão arduamente nas sessões em que deveriam dar o máximo.

    Frequência semanal – Talvez esteja aí um grande obstáculo para a maioria dos amadores. Sim, as pesquisas apontam para a necessidade de pelo menos um ou talvez até dois treinos por dia. 

    No entanto, o que fica como ensinamento é que não adianta correr uma alta quilometragem se ela não for distribuída ao longo de, no mínimo, cinco treinos semanais. Em resumo, se o seu objetivo for mesmo obter recordes pessoais mesmo já treinando há alguns anos, então siga a teoria do 80/20.

    Preparação mental influencia desempenho físico no esporte


    140508_psicologia

    É comum um indivíduo associar a prática esportiva somente a aspectos físicos e técnicos de determinada modalidade. 

    Existe, no entanto, outro fator que ajuda a definir resultados em qualquer que seja o esporte: o psicológico, que também pode ser desenvolvido com treinamento. “Quando a gente fala de preparação mental no esporte, a gente está falando de uma série de habilidades que o atleta aprende a dominar”, afirma o especialista em Psicologia do Esporte Varley Costa, professor da Escola de Educação Física da UFMG.

    Para o professor, o domínio das habilidades mentais está ligado ao sucesso de um esportista de baixo ou alto rendimento, principalmente jovens. Isso porque atletas de ponta também podem sofrer com a falta de experiência e maturidade. “Em geral, a diferença entre um medalhista olímpico e um quarto lugar nas Olimpíadas se faz na preparação mental desse atleta para suportar determinadas pressões”, reforça.

    Essas pressões também podem ser percebidas em situações externas de um jogo, caso de uma torcida a favor. O psicólogo do Núcleo de Apoio Psicopedagógico ao Estudante da Faculdade de Medicina da UFMG, Gilmar Tadeu Fidelis, que acompanha as equipes de vôlei do Mackenzie Esporte Clube, exemplifica: “É interessante como a maioria das atletas jovens preferem que os pais não assistam aos jogos. Quando os pais estão no ginásio, você percebe que elas têm maiores dificuldades.”

    De acordo com Fidelis, capacitar o esportista a lidar com isso faz parte da psicologia do esporte: “Esse momento da pressão da torcida é outro trabalho que a gente tenta desenvolver com o atleta”, garante. Varley Costa reconhece a influência desses fatores e afirma que “se o atleta for vaiado, tem que continuar produzindo.

    Se for aplaudido, também tem que continuar produzindo, não pode entrar em um estado de euforia”. O indivíduo psicologicamente preparado consegue conviver com as duas situações – o que contribui para seu rendimento físico e técnico.

    O que é melhor na hora da lesão: bolsa de gelo ou de água quente?

    1298

    Na tentativa de melhorar o próprio desempenho, é comum as pessoas submeterem o músculo a um esforço acima do normal e, consequentemente, interromperem a atividade física por conta de uma lesão. Neste momento é melhor pegar gelo e fazer uma compressa, ou ir atrás de uma bolsa de água quente? 

    De acordo com a fisiologista Natália L. Reinecke, acertou quem escolheu a primeira opção. Colocar um pouco de gelo envolto em um pano (para não queimar a pele), ou segurar uma bolsa de gel com efeito gelado diretamente no local no momento em que a lesão acontece, irá aliviar a dor e diminuir o inchaço causado pelo trauma.

    O mais indicado é que o atleta fique em repouso e coloque a bolsa de água quente no local somente depois que a fase aguda passar, o que pode levar alguns dias em certos casos. “O tratamento com o calor, ou termoterapia, é indicado para diminuir a dor, aumentar a flexibilidade dos músculos e diminuir a rigidez das articulações. Deve ser usada após a fase aguda de dor”, indica Natália.

    Complicações - A troca na ordem dos procedimentos pode significar mais dor e um período de repouso maior. “O uso do calor provoca uma maior dilatação dos vasos sanguíneos no local, podendo piorar a dor e o edema quando usado durante a fase aguda da lesão”, explica a profissional. 

    Procedimentos - A primeira atitude do atleta assim que sentir o desconforto ou dor intensa é parar imediatamente de praticar a atividade física. Continuar a forçar o músculo pode fazer com que uma micro lesão se transforme em um grande trauma, de acordo com a profissional.

    Caso o dano não tenha sido grave, a indicação é de repouso. “Deve-se esperar algum tempo antes de retornar à atividade esportiva. Este tempo dependerá do grau da lesão e, neste sentido, a fisioterapia poderá ajudar a acelerar o processo de recuperação e reintegração do atleta à atividade”, sugere a fisiologista.

    Em caso de lesões graves, deve-se dirigir imediatamente para um pronto socorro para que um médico possa analisar a gravidade. Em alguns casos, é necessária a imobilização do local afetado.

    sábado, 17 de maio de 2014

    Socialização ajuda idosos nas atividades cotidianas

    idosos

    A satisfação do idoso com seu contexto social pode influenciar sua capacidade de fazer atividades básicas da vida diária, como ir ao banheiro, tomar banho, vestir-se, comer, transferir-se da cama para uma cadeira ou até mesmo caminhar de um cômodo a outro.
    É o que revela pesquisa realizada a partir de um inquérito com 2055 idosos a partir de 60 anos, moradores de residências na zona urbana da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
    “Percebemos que os idosos que estavam insatisfeitos ou indiferentes com as relações sociais tinham pior desempenho nessas atividades”, afirma a fisioterapeuta Juliana Lustosa Torres, autora da dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG. “A maior socialização do idoso com amigos está associada com o melhor desempenho funcional”, completa.
    Segundo Juliana Torres, não é possível saber se foi a incapacidade ou a insatisfação com o contexto social que aconteceu primeiro. Mas ela ressalta que as intervenções para melhorar a satisfação do idoso com sua socialização podem ser benéficas tanto para a prevenção como para a recuperação das limitações funcionais.
    Metodologia
    A análise considerou componentes da rede social, como a situação conjugal e a frequência de visita de parentes e amigos nos últimos 30 dias, além do apoio social, que diz respeito à satisfação com as relações pessoais e à existência de pessoas com quem o idoso pode contar.
    Os dados foram analisados com base no modelo Hurdle, inédito em pesquisas no Brasil, que avalia se a pessoa tem incapacidade física e o grau dessa incapacidade. De acordo com o resultado, o método possibilita verificar as variáveis associadas com ter ou não a dificuldade e o número de vezes em que ela ocorre.
    Componente social
    Os resultados do trabalho mostram que o ambiente social no qual o idoso está inserido também influencia em seu desempenho funcional, e não apenas nas questões físicas e cognitivas. A satisfação do idoso com seu contexto social e o contato com amigos podem ser decisivos para a promoção e recuperação da saúde, em relação à melhor funcionalidade.
    “Percebemos que a incapacidade funcional possui três aspectos. Além do físico e psicológico, há o componente social e este merece um enfoque diferencial das autoridades”, sugere Juliana. Ela propõe ao governo, por exemplo, que já oferece ginástica para os idosos, que desenvolva também modos de incentivar que eles saiam de casa, encontrem outras pessoas e não fiquem restritos ao seu domicílio, por exemplo.
    A pesquisadora sugere, ainda, a utilização dos resultados desse estudo na prática de todos os profissionais de saúde, principalmente os que trabalham na área de geriatria, para que atentem aos fatores emocionais, além do físico. ”Como fisioterapeuta, além do meu trabalho normal, ao ver que um idoso possui algum déficit funcional, posso tentar incentivar que sua família realize visitas, que ele saia de casa para encontrar amigos ou fale ao telefone. Quanto mais conseguirmos fazer com que o idoso seja funcional, melhor será para a família e para o governo”, defende.

    sexta-feira, 16 de maio de 2014

    Doença de Chacot Tooth leva a atrofia da panturrilha e dedos em garra


    Uma patologia rara, chamada de Doença de Chacot Too, pode causar sintomas que dificultam a corrida, pois leva a atrofia do músculo da panturrilha e provoca dedos em garra. Também conhecida como atrofia peronial muscular (APM) é um conjunto de neuropatias (doenças neurológicas) genéticas que afetam os nervos periféricos e apresentam sintomas muito variados. A doença atinge os nervos que realizam a ligação entre a medula espinhal e os músculos, comprometendo a condução dos impulsos nervosos.
    Apesar de ser rara, é uma doença que provoca danos na bainha de mielina (cobertura) das células nervosas dos nervos periféricos e a degeneração das mesmas, responsáveis pela condução dos impulsos. Dessa forma, a condução é alterada nos nervos acometidos, prejudicando a sensibilidade dos membros (pernas e pés), movimento, cognição e outras funções também.
    No músculo afetado os tecidos ficam desorganizados

    Ao exame físico, a doença se caracteriza pela atrofia muscular progressiva da panturrilha, elevação do arco plantar (pé cavo) e dedos em garra. Pode trazer problemas com a marcha, mas não altera a expectativa de vida tampouco causa retardo mental.
    Diagnóstico - O diagnóstico da doença é obtido através de minuciosa história clínica, incluindo o levantamento da herança genética do paciente, exame físico, em especial o exame neurológico com testes sensitivos e reflexos de tendões e o resultado da eletroneuromiografia, exame que verifica a condição da integridade dos impulsos nervosos através da atividade bioelétrica dos músculos.
    Frequentemente a doença de Charcot é descoberta durante as duas primeiras décadas de vida e evolui pouco a partir daí. O tratamento se resume a sessões de fisioterapia e o uso eventual de próteses ortopédicas para o melhor suporte dos pés.
    Corredores portadores desta síndrome podem correr, porém devem alertar seus treinadores em relação à doença e necessitam permanecer atentos aos sintomas de desconforto em pernas e pés, pois possuem alterações de sensibilidade. Portanto, o volume e intensidade dos treinos deve ser muito bem dosada e mantida em limites seguros.

    terça-feira, 13 de maio de 2014

    Veja as novidades que chegam ao mercado e que você pode aproveitar!




    Combo Gel Kayano 20, Asics

    Lançado em 1993, o principal modelo para quem tem a pisada pronada chega à sua vigésima edição. E para celebrar esta marca expressiva, a empresa japonesa lança no Brasil um "box especial" de aniversário. O combo traz o tênis e uma surpresa aos fãs do calçado: o Gel Kayano Trainer, que traz a silhueta da primeira edição do Gel Kayano, lançado em 1993. Esta "edição de colecionador" tem como objetivo resgatar a história do Gel Kayano, além de oferecer um produto exclusivo aos amantes do modelo. R$ 1.299,90.


    Cápsulas de Goji Berry, Orange Health

    Rica em vitamina C, possui ação antioxidante. Também conta com vitamina B1, B2, magnésio, selênio, zinco, entre outros. Com esses componentes, previne doenças do coração e inflamatórias, auxilia o sistema imunológico, neurológico e da visão e tem sido uma aliada na dieta, pois ajuda a emagrecer. R$ 39,90 a caixa com 60 comprimidos.

    Roots to go - Chips de Raízes Brasileiras, Gourmand Alimentos

    Os chips são feitos com batata doce amber e roxa, cará, mandioca e mandioca + beterraba, vegetais característicos do Brasil. Com sabores suaves, são 100% naturais, sem colesterol e sem conservantes, produzidos apenas com óleo de palma e zero de gordura trans. Os chips ainda são ricos em vitaminas, fibras e tem baixa quantidade em gordura e calorias. Preço médio de R$ 12 a R$ 14.


    Creatine com D-Ribose, OH2 Nutrition

    Para a recuperação muscular, o produto da linha Black da marca ajuda a aumentar as reservas de energia para atividades anaeróbias intensas, permitindo que os músculos aumentem sua capacidade de trabalho e mantenham os níveis de pico máximo. R$ 52,45.


    Equipamento Roda Multifuncional, Acte Sports

    Auxilia no treinamento da musculatura lombar, trabalha a musculatura do abdômen tanto na contratação como na extensão. É composto por roda feita com borracha, eixo de aço, apoio de espuma, pedaleiras com ABS e elástico extensor com látex. Preço sob consulta.


    Livina Fibras, MIP Brasil Farma

    As gomas de gelatina suplementam a ingestão de fibras, já que possui FOS Fibra que é a combinação de duas fibras solúveis: frutooligossacarídeo e polidextrose, que suplementam e auxiliam no bom funcionamento do organismo. R$ 29,90 a caixa com 14 gomas, R$ 49,90 a que tem 30 gomas e R$ 79,90 com 60 gomas.
     
    Granola sem glúten, Vitalin

    Fonte de fibras, o produto é ideal para quem tem dieta restritiva ao glúten ou buscam opções saudáveis na alimentação. Disponível nos sabores quinoa com castanhas e chia com banana. R$ 7,79.


    Livro “Mente magra, corpo magro”, Universo dos Livros

    Fenômeno editorial sobre a neurociência, o livro demonstra como a força do pensamento pode ajudar a fazer as pazes com a balança. As autoras Melinda Boyd e Michele Noonan combinam os recentes avanços da ciência com os princípios da perda de peso. R$ 34,90.


    Chocofitness, Genevy

    Ele não compromete a boa alimentação e faz bem para a dieta, pois não possui lactose, glúten e é enriquecido com ingredientes naturais. Tem 54% de cacau e é encontrado nas versões Chia e Quinua. Preço sob consulta.

    Ter um tênis com um excelente sistema de redução do impacto ajuda o atleta a não se machucar? A resposta vai surpreendê-lo!




    Basta visitar uma loja que tenha vendedores “especializados” em corrida para ouvir o bordão: “se você corre, então precisa de um bom sistema de amortecimento!”. O pensamento até que faz sentido. Por exemplo, lutadores de boxe olímpico usam proteção na cabeça justamente para atenuar o impacto dos golpes. Jogadores de futebol utilizam caneleiras, mas, e na corrida, o amortecimento realmente faz diferença?

    Este tema é por demais importante, correto? Afinal, os modelos mais caros são justamente aqueles com maior amortecimento. Além disso, acredito que nenhum corredor queira se machucar. Pelo contrário, o objetivo é praticar a corrida, mas, ao mesmo tempo, ficar longe das lesões. De fato, há muitos estudos sobre a relação amortecimento e lesões em corredores.

    Um estudo recente publicado no conceituado British Journal of Sports Medicine (1) acompanhou, por cinco meses, o histórico de lesões em 247 corredores. O objetivo foi investigar se o uso de tênis com maior ou menor amortecimento teria alguma relação com a incidência de lesões. A hipótese mais provável seria a de que maior proteção (amortecimento) levaria naturalmente a menos lesões. Correto? Errado! De acordo com os pesquisadores, o nível de amortecimento não fez a menor diferença. Em outras palavras, corredores que utilizaram tênis com menos amortecimento não se machucaram mais do que aqueles que tinham pares com maior nível de proteção. No entanto, a pesquisa trouxe informações muito úteis para quem adora correr e quer se manter assim, isto é, sem se machucar e continuar correndo por aí:

    1 – Lesões prévias. Indivíduos que já tenham se lesionado anteriormente estão mais predispostos. Então, se esse é o caso, invista num programa de fortalecimento para prevenir lesões recorrentes.

    2 – Sobrepeso. Sim, corredores gordinhos realmente sobrecarregam suas estruturas, e o resultado se reflete em maior risco de se machucar. Portanto, corredores precisam evitar o processo de carregar sobrepeso. Acompanhamento nutricional ajuda muito!

    3 – Intensidade média dos treinos. Isso significa fugir dos intervalados e farlteks? Acredito que não, desde que nos treinos mais leves e longões o atleta respeite uma velocidade mais baixa e sem forçar tanto o ritmo. Aliás, observo ser essa uma grande armadilha, na qual o corredor exige demais do corpo quando tem de ir com mais leveza e, a longo prazo, a lesão virá por conta da fadiga acumulada.

    Portanto, se você está pensando em investir em amortecimento, reconsidere. Invista, sim, em cuidar adequadamente de lesões que possa ter sofrido, busque manter-se ou entrar numa faixa de peso adequado e também tenha cuidado em seus treinos de maior volume e certifique-se de que leve é leve mesmo.
    Bons treinos!

    FRASE DO DIA


    sábado, 10 de maio de 2014

    Poluição X Corrida

                                                                                   

    NÓS SABEMOS que muitas pessoas entram na atividade física por indicação médica e um grande percentual desses pacientes são pessoas que sofrem de problemas respiratórios como, bronquite asma, sinusite e alergias.
    Como sabemos, a poluição é inimiga de qualquer um que visa ter uma boa qualidade de vida. São vários sintomas, que vão desde uma leve tosse a uma doença respiratória crônica.
    Atualmente cresce o número de pessoas que buscam  atividade física como antídoto de bem estar e qualidade de vida. Muitas dessas pessoas já sabem que a atividade física serve como primeiro medicamento.
    Aqui em São Paulo, como em qualquer metrópole, a carência desta prática saudável se dá por causa da poluição, que em uma matéria recente de uma revista de grande circulação  e confiabilidade publicou que só o fato de morar na capital paulista equivale a fumar 2 cigarros por dia, e quem circula em vias de muito trafego diariamente fumaria quase 5 cigarros sem saber.
    Os especialistas na área de saúde e meio ambiente afirmam que os exercícios físicos freqüentes trazem benefícios mesmo que feitos em locais muito poluídos, pois a atividade física ajuda o organismo no processo anti-inflamatório, protegendo nosso corpo de alguns males e efeitos não só da poluição mas de algumas doenças.
    A poluição vem aumentando e quem faz atividade ao ar livre deve seguir algumas recomendações para evitar o excesso de poluição inalada.
    • Procure não treinar no período das 10h00 as 16h00. Neste período o ar se encontra muito seco.
    • Evite treinar em lugares que tenham alto trafego de veículos.
    • Procure fazer seu treino em lugares com muito verde.
    • Tome bastante água, no mínimo 2 litros diários. A hidratação é essencial.
    Não dá para mudar de trabalho, escola, região ou cidade por causa da poluição, mas podemos minimizar seus efeitos!

    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...